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Pressão inflacionária e petróleo em alta levam Banco Central a endurecer discurso; mercado mantém aposta em corte de juros
Publicado 27/04/2026 • 22:02 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 27/04/2026 • 22:02 | Atualizado há 1 hora
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Foto: Freepik
O ambiente externo segue instável, mas as previsões para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), marcada para a quarta-feira (29) estão relativamente estáveis. Os agentes de mercado ouvidos pelo Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, apontam que as previsões de corte de 0,25 ponto base devem se concretizar, ainda que a possibilidade de manutenção da Selic tenha crescido.
“As expectativas para a Super Quarta são de pouca novidade nos juros, mas muita atenção à sinalização futura”, afirma Paula Zogi, estrategista-chefe da Nomad. Segundo ela, o mercado vê um ligeiro aumento da incerteza na decisão do Copom diante das pressões inflacionárias ligadas ao cenário de guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
Ela avalia que o comunicado será decisivo para calibrar expectativas para o encontro do colegiado de junho, já que uma eventual retirada do sinal de cortes pode provocar reação negativa nos ativos de risco.
Nesse ambiente, o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, projeta que o Banco Central deve reduzir a Selic para 14,50% ao ano, mantendo um ritmo gradual de flexibilização. Ele afirma que o atual nível de juros ainda reflete o aperto monetário dos últimos anos, cujos efeitos começam a aparecer na atividade, garantindo margem de segurança à autoridade monetária.
“Ainda assim, o Comitê tende a adotar uma postura mais cautelosa no curto prazo. Essa abordagem considera as incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre a inflação, especialmente por meio das commodities, além dos efeitos sobre as condições financeiras globais. A cautela busca reduzir o risco de deterioração das expectativas de inflação”, afirma o especialista.
Ele também avalia que o balanço de riscos pode indicar maior pressão inflacionária, com possível retirada do viés de queda associado às commodities, diante da recente alta do petróleo. Por outro lado, a taxa de câmbio próxima de R$ 5,00 ainda atua como fator de alívio parcial.
No cenário doméstico, os economistas apontam que o Copom deve reconhecer a moderação gradual da atividade, sem ignorar a resiliência do mercado de trabalho e uma leve retomada no início do ano. Os indicadores de inflação mostram piora recente, com núcleos ainda acima da meta e expectativas desancoradas no médio e longo prazo.
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