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Rayssa Leal é tetracampeã da SLS; veja quanto a atleta faturou em 2025
Publicado 07/12/2025 • 18:25 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 07/12/2025 • 18:25 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
PETER LEONE/O FOTOGRÁFICO/ESTADÃO CONTEÚDO
Rayssa Leal se tornou a primeira e única tetracampeã da Liga Mundial de Skate Street
O tetracampeonato de Rayssa Leal na Street League Skateboarding (SLS), diante de 10 mil pessoas no Ginásio do Ibirapuera, expõe mais do que uma conquista esportiva. O resultado evidencia a força econômica de um setor que se consolida como parte da economia criativa global.
O skate profissional movimenta patrocínios, contratos, transmissões, venda de equipamentos, moda urbana e conteúdo digital, configurando um mercado bilionário em ascensão — ainda pouco explorado no Brasil
“Não tenho palavras para expressar meus sentimentos. Em Paris, não passei para a final. Era a meta do ano. Estou feliz. É algo sobrenatural “, afirmou a atleta. Na disputa que garantiu o tetra, Rayssa abriu vantagem com notas de 8.3 e 7.5, ampliou com 8.7 e 8.1 e encerrou com outro 8.7 após quedas das adversárias. Além da brasileira, quatro japonesas e a australiana Chloe Covell estiveram na final.
A dona de 26 vitórias internacionais revelou que disputou a final com uma proteção no joelho. “Caí, bati a cabeça e virei um pouco o joelho no treino. Acordei melhor e estava feliz de competir, mesmo um pouco machucada. Nada muito preocupante”, afirmou ao canal SporTV.
Com a vitória deste domingo (7), Rayssa recebeu US$ 100 mil (R$ 543 mil). Somada à premiação de Miami (US$60 mil) e ao vice em Las Vegas (US$ 10 mil), a atleta acumulou mais de R$ 869 mil em ganhos ao longo de 2025. No ano anterior, quando também venceu o circuito, o total obtido foi de US$222 mil.
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No final da SLS 2025, a bolsa total dividida entre os competidores alcançou R$ 1,9 milhão. Os campeões feminino e masculino receberão US$100 mil — valor mantido em relação à temporada de 2024.
A SLS, principal circuito de skate street do mundo, registra crescimento de público presencial e digital, ampliando o retorno oferecido às marcas patrocinadoras. Rayssa, aos 17 anos, já é tratada como ativo global, com o tetracampeonato fortalecendo seu valor de mercado e atraindo novos contratos.
No cenário internacional, dados de 2024 apontam que o setor de produtos e equipamentos de skate movimentou US$3,56 bilhões. A projeção da consultoria Grand View Research indica avanço para US$4,63 bilhões até 2033.
Apesar da relevância de nomes como Rayssa, o mercado nacional segue abaixo do potencial. Estimativas mostram movimentação anual de cerca de R$ 500 milhões, segundo o Observatório do Esporte de Minas Gerais — valor distante da dinâmica global.
A diferença entre o desempenho internacional dos atletas e o tamanho da indústria brasileira aponta oportunidades para investidores, marcas e plataformas de mídia.
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