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Trading controlada por grupo russo “some do mapa” e demite 344 no Brasil
Publicado 15/01/2026 • 20:32 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 15/01/2026 • 20:32 | Atualizado há 4 semanas
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Divulgação/Aliança Agrícola do Cerrado
Aliança Agrícola do Cerrado
A Aliança Agrícola do Cerrado, controlada pelo grupo russo Sodrugestvo, encerrou de forma repentina todas as operações no Brasil nesta quarta-feira (14). A empresa convocou funcionários para reuniões internas em unidades como Bataguassu (MS) e São Joaquim da Barra (SP) e comunicou o fechamento completo no mesmo dia, com demissão de 344 trabalhadores, segundo informações do portal Novacidade. A companhia informou que pretende honrar os compromissos de rescisão contratual.
A decisão surpreendeu fornecedores, credores e autoridades locais. Até poucos dias antes, a empresa seguia divulgando atividades e anunciava vagas de emprego no LinkedIn. Publicamente, também havia sido reconhecida pela imprensa como uma das 100 maiores companhias do agronegócio no Brasil.
A Aliança Agrícola operava duas das principais esmagadoras de soja, uma em Bataguassu (MS) e outra em São Joaquim da Barra (SP), e mantinha filiais de recebimento e comercialização de grãos em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Conforme registros da Semagro (MS), a empresa havia obtido autorização para reativar a planta de Bataguassu em janeiro de 2024, com investimento de R$ 18 milhões.
De acordo com informações acessadas pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o então CEO da companhia, Danilo Dalia Jorge, atualizou recentemente seu histórico profissional no LinkedIn, indicando o encerramento da atuação na Sodrugestvo em janeiro de 2026 e o início de uma nova experiência como “Diretor/Administrador/Conselheiro”, em regime autônomo e terceirizado, a partir do mesmo mês.
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Pelos indicadores acompanhados por financiadores, a empresa não parecia estar sob dificuldades financeiras. Na safra 2024/25, a companhia registrou receita líquida de R$ 4,6 bilhões, queda de 7% e abaixo do pico de R$ 6,6 bilhões na safra 2022/23. Em rentabilidade, os dados citados apontam Ebitda de R$ 152 milhões, com margem de 3,3%, acima dos 2,3% da safra anterior.
Ao fim de junho, a Aliança Agrícola tinha quase R$ 1,3 bilhão em dívidas financeiras. A maior parte estava concentrada em linhas bancárias ligadas a exportações (ACCs e PPEs), além de uma fatia menor no mercado de capitais.
Nesse mercado, a empresa levantou R$ 200 milhões com uma emissão de CRAs estruturada pela Ecoagro em julho de 2023. Os títulos foram adquiridos por Fiagros como BBGO11 (Banco do Brasil), GCRA11 (Galápagos), RURA11 (Itaú Asset), CPTR11 (Capitânia) e OIAG11 (Ourinvest). Segundo documentação da Ecoagro, havia recursos em caixa na securitizadora para quitar o saldo da dívida.
O Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC procurou a Aliança Agrícola por telefone, e-mail e WhatsApp em busca de posicionamento sobre o encerramento das operações no Brasil, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A equipe também tentou contato com o CEO da companhia no país, Danilo Dalia Jorge, mas sem sucesso.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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