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BTG Pactual: Mercado doméstico cresce no final de 2024 impulsionado por alimentos e agro
Publicado 01/04/2025 • 16:54 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 01/04/2025 • 16:54 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
Crescimento no setor de alimentos e agronegócios impulsiona resultados do 4T24, diz BTG Pactual.
Pixabay.
Em relatório divulgado na segunda-feira (31), o BTG Pactual divulgou o desempenho do mercado doméstico no final de 2024, destacando um forte crescimento impulsionado principalmente pelo setor de Alimentos e Bebidas.
Em comparação com o quarto trimestre de 2023 (excluindo Petrobras e Vale), todos os setores registraram crescimento de receita, com destaque para Alimentos e Bebidas (+23% ano contra ano) e Agronegócios (+16% ano contra ano).
No setor de Alimentos e Bebidas, as empresas lideraram o crescimento de receita e EBITDA, sendo a JBS (+21% ano contra ano) a maior impulsionadora desse resultado, com forte desempenho nas áreas de aves e carne bovina no Brasil.
A receita líquida da JBS cresceu em R$ 20,4 bilhões, o que ajudou a consolidar um ano positivo para a companhia. No setor de Agronegócios, Raízen (+14% ano contra ano) e Cosan (+17% ano contra ano) também foram destaque, com a Raízen se beneficiando do aumento nas vendas de etanol e açúcar.
O desempenho do EBITDA foi impactado positivamente por Alimentos e Bebidas, que registrou um aumento de R$ 9,6 bilhões (+61% ano contra ano), e Papel e Celulose (+31% ano contra ano), liderado pela Suzano, que obteve R$ 2 bilhões de aumento no EBITDA devido ao aumento dos volumes de celulose e à valorização do dólar.
Por outro lado, o setor de Serviços Básicos (-5% ano contra ano) apresentou uma queda no EBITDA, com a Eletrobras sendo o principal contribuinte desse resultado negativo, devido a maiores custos e contingências.
O lucro líquido consolidado, excluindo Petrobras e Vale, teve uma queda de 9,5% a/a. Entretanto, os lucros das empresas nacionais aumentaram 21,7%, com destaque para o setor bancário, que registrou um crescimento de 23% a/a, impulsionado principalmente pelo Bradesco (+88% a/a). Entre os setores de destaque, o de Alimentos e Bebidas também obteve um aumento de 60% a/a nos lucros.
No entanto, o setor de Agronegócios, apesar de um bom desempenho em receita e EBITDA, teve um impacto negativo no lucro líquido devido aos custos mais elevados e aumento das despesas financeiras, especialmente no caso da Raízen (-R$ 3,4 bilhões).
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Siga o Times | CNBCA análise qualitativa revelou que 30% das empresas apresentaram resultados fortes, enquanto 34% tiveram resultados fracos, representando uma queda significativa em relação ao trimestre anterior, quando 42% das empresas reportaram desempenho positivo.
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