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STF tenta acelerar apuração do caso Master diante de risco de impeachment de ministros
Publicado 14/10/2026 • 16:18 | Atualizado há 57 minutos
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Publicado 14/10/2026 • 16:18 | Atualizado há 57 minutos
KEY POINTS
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
A preocupação com possíveis processos de impeachment de ministros a partir de 2027 levou parte do Supremo Tribunal Federal (STF) a defender uma resposta rápida às referências a integrantes da Corte nas investigações sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro. A avaliação nessa ala é de que esclarecer o caso ainda em 2026 poderia reduzir a pressão da nova composição do Senado.
O presidente do STF, Edson Fachin, pediu à cúpula da Polícia Federal (PF) um relatório minucioso sobre as menções aos magistrados, sem conclusões ou juízos de valor. A intenção é reunir elementos para definir os próximos passos institucionais.
Leia também: Caso Master: Fachin pede apuração de menções a ministros sem exceção
A estratégia, porém, esbarra no calendário. A previsão é de que a PF encaminhe o documento somente depois do segundo turno das eleições, a partir de 26 de outubro. Fachin deverá então consultar a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a pertinência de abrir investigação contra integrantes do tribunal.
Depois do parecer da PGR, caberá ao plenário do Supremo deliberar sobre a abertura de eventual inquérito. O tema já provocou um impasse em 15 de setembro, quando uma sessão marcada por divergências e acusações entre ministros terminou sem definição, após pedido de vista de Flávio Dino.
Dentro da Corte, a expectativa relatada é de que uma nova discussão possa repetir o cenário de forte divisão interna. Caso o inquérito seja autorizado, serão necessários depoimentos, coleta de provas e outras diligências, procedimentos que podem levar meses.
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Siga o Times | CNBCLeia também: STF ignorou impedimento de Moraes apontado por Dino em sessão sobre Master
O recesso do STF começa em 20 de dezembro, o que torna difícil encerrar uma investigação formal ainda neste ano. Uma solução mais rápida dependeria de Fachin entender que os elementos reunidos são insuficientes para justificar a abertura de inquérito e determinar o arquivamento das referências.
Mesmo um eventual arquivamento não eliminaria necessariamente a possibilidade de iniciativas no Senado. Parte dos parlamentares eleitos que assumirão em 2027 defende o afastamento de ministros por supostos crimes de responsabilidade associados ao caso Master.
O pedido de relatório à PF ocorreu depois de Flávio Dino defender, em plenário, que fossem investigadas as referências a todos os ministros citados no caso. Entre os nomes mencionados estão Alexandre de Moraes, André Mendonça, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.
Leia também: Levantamento aponta referências a seis ministros no caso Master
As menções a magistrados em documentos ou investigações, por si só, não demonstram a prática de crimes. A apuração interna busca justamente esclarecer a natureza e a relevância dessas referências antes de qualquer decisão sobre novas medidas.
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