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Trump se reúne com executivos do petróleo para discutir investimentos na Venezuela
Publicado 09/01/2026 • 17:16 | Atualizado há 20 horas
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Publicado 09/01/2026 • 17:16 | Atualizado há 20 horas
KEY POINTS
O presidente americano Donald Trump se reuniu na tarde desta sexta-feira (9) com executivos de mais de uma dezena de empresas de petróleo na Casa Branca para discutir planos de investimento na Venezuela, menos de uma semana após as forças dos Estados Unidos derrubarem o presidente Nicolás Maduro.
Os CEOs da Exxon, ConocoPhillips, Shell e um representante da Chevron participaram, segundo informaram fontes a Brian Sullivan, da CNBC. Representantes da Halliburton, Valero e Marathon também estiveram presentes.
O secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Energia, Chris Wright, e o secretário do Interior, Doug Burgum, também participaram do encontro.
A Casa Branca convocou a reunião, que não foi agendada a pedido das empresas petrolíferas, segundo uma fonte do setor. Trump afirmou logo após a queda de Maduro que as empresas de petróleo dos EUA investirão bilhões de dólares para reconstruir o setor energético da Venezuela.
No entanto, a indústria tem permanecido majoritariamente em silêncio, uma vez que a situação de segurança e a estabilidade do governo em Caracas continuam incertas.
A Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo bruto do mundo, com 303 bilhões de barris (cerca de 17% do total global), segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA). Contudo, seu setor petrolífero está em estado deplorável. A produção caiu de um pico de cerca de 3,5 milhões de barris por dia (bpd) na década de 1990 para apenas cerca de 800 mil bpd atualmente, de acordo com dados da consultoria de energia Kpler.
Custará dezenas de bilhões de dólares para retornar a produção venezuelana aos seus níveis históricos, disse o secretário de Energia, Wright, em uma conferência do Goldman Sachs em Miami, na quarta-feira (7). A Rystad Energy estima que custará mais de US$ 180 bilhões (aproximadamente R$ 968 bilhões, na cotação atual) até 2040 para que a produção venezuelana alcance 3 milhões de bpd.
O governo Trump forneceu poucos detalhes sobre como incentivará as empresas de petróleo a realizarem grandes investimentos em um país com histórico de nacionalização de ativos industriais.
A Chevron é a única empresa de petróleo dos EUA que opera atualmente na Venezuela, por meio de uma joint venture com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA). Wright disse à CNBC na quarta-feira que os EUA estão trabalhando de perto com a Chevron.
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“A Chevron está em campo, então recebemos atualizações diárias”, disse Wright. “Eles já estão trabalhando [sob] este regime. Então, com eles, como podemos fornecer ajustes incrementais ou mudanças para permitir que seu modelo cresça ainda mais?”, disse o secretário de energia.
A produção venezuelana poderia crescer em várias centenas de milhares de barris por dia no curto a médio prazo com pequenos investimentos de capital, afirmou Wright.
No entanto, a Exxon e a Conoco precisarão de garantias para retornar à Venezuela, disse Wright. As empresas deixaram o país após o ex-presidente Hugo Chávez confiscar seus ativos em 2007. Elas possuem bilhões de dólares em reivindicações pendentes contra o governo, as quais venceram em casos de arbitragem.
Wright disse que as dívidas que a Venezuela deve à Exxon e à Conoco precisam ser pagas em algum momento, mas não são uma prioridade imediata para o governo Trump. A Casa Branca está focada em estabilizar a economia da Venezuela por meio das vendas de petróleo, afirmou o secretário de energia.
“Estamos tentando projetar uma transição da Venezuela para um lugar onde os americanos queiram fazer negócios, queiram investir novo capital e queiram desenvolver novas parcerias”, disse Wright. Mas não está claro se a Casa Branca conseguirá convencer empresas como Exxon e Conoco a retornar sem uma mudança dramática no governo em Caracas.
“As grandes empresas de petróleo, que se movem lentamente e têm conselhos corporativos, não estão interessadas”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, na quinta-feira (8) no Economic Club de Minnesota. “Posso dizer que as empresas de petróleo independentes e indivíduos, os exploradores (wildcatters), estão fazendo nossos telefones tocarem sem parar”, disse Bessent. “Eles queriam chegar à Venezuela ontem”.
Os EUA assumiram o controle das exportações de petróleo da Venezuela para pressionar o governo em Caracas, disse Wright. A Venezuela enviará dezenas de milhões de barris para os EUA, que a administração Trump venderá em seguida, mantendo os lucros em contas controladas pelos americanos, afirmou o secretário de energia.
“Precisamos ter essa alavancagem e esse controle sobre essas vendas de petróleo para impulsionar as mudanças que simplesmente devem acontecer na Venezuela”, disse Wright. O secretário de energia afirmou que os EUA não estão roubando o petróleo da Venezuela. Os lucros das vendas serão usados para beneficiar a nação de 30 milhões de habitantes, disse ele. Trump afirmou na quarta-feira que a receita do petróleo será usada para comprar produtos fabricados nos EUA.
“Fui informado de que a Venezuela comprará APENAS Produtos Fabricados nos Estados Unidos, com o dinheiro que receberem de nosso novo Acordo de Petróleo”, escreveu o presidente nas redes sociais na quarta-feira. As compras incluirão produtos agrícolas, medicamentos, dispositivos médicos e equipamentos para modernizar o setor energético da Venezuela.
“Em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os Estados Unidos da América como seu principal parceiro”, disse Trump.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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