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‘Tudo indica que há distribuição para outros estados’, diz Lewandowski sobre adulteração de bebidas alcoólicas
Publicado 30/09/2025 • 12:09 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 30/09/2025 • 12:09 | Atualizado há 5 meses
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José Cruz/Agência Brasil
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) medidas emergenciais para conter uma onda de intoxicações por metanol em bebidas alcoólicas, concentradas principalmente no Estado de São Paulo, mas com indícios de distribuição para outros estados. A ação envolve o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Polícia Federal, a Secretaria Nacional do Consumidor e o Ministério da Saúde.
Segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, o caso é considerado grave e atípico. “No mês de agosto, tivemos 17 casos suspeitos de intoxicação por metanol, quase metade do que normalmente se registra ao longo de um ano inteiro”, afirmou, em coletiva de imprensa. “[…] Tudo indica que há distribuição para além do estado de são Paulo.”
Para identificar rapidamente novos casos, o governo criou, em fevereiro de 2025, o Sistema de Alerta Rápido, que recebe informações de intoxicações em todo o país. Casos suspeitos são enviados a um laboratório especializado da Universidade de Campinas, que determina a natureza da substância. Em seguida, o alerta é emitido imediatamente para toda a rede de saúde pública.
A partir da última sexta-feira, o sistema emitiu alertas nacionais, e no sábado a Secretaria Nacional do Consumidor publicou uma nota técnica orientando os estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas a adotarem medidas preventivas, incluindo armazenamento seguro e controle da origem dos produtos.
Na segunda-feira, foi determinado à Polícia Federal que abrisse inquérito para apurar a procedência das bebidas e mapear a rede de distribuição, que parece transcender os limites de São Paulo. Paralelamente, um inquérito administrativo foi aberto para monitorar as ocorrências sob a perspectiva do direito do consumidor.
A intoxicação por metanol está normalmente associada a situações de autoagressão ou consumo de metanol destinado a combustível, mas agora tem ocorrido em bebidas comercializadas a consumidores comuns.
O ministro Lewandowski ressaltou que a adulteração de produtos configura crime, conforme o Código Penal e o Código de Defesa do Consumidor. “Tomamos providências enérgicas para identificar a origem e coibir a distribuição desses produtos, em estreita cooperação com o Ministério da Saúde”, disse.
O Ministério da Saúde reforça o monitoramento epidemiológico e orienta profissionais de saúde e população. Entre as medidas estão a notificação imediata de casos suspeitos e protocolos detalhados para diagnóstico e tratamento, incluindo o uso de etanol como antídoto específico. Existem 32 centros de referência em intoxicação toxicológica espalhados pelo país, que prestam orientação aos serviços de saúde. No Estado de São Paulo, são nove.
A pasta também orienta a população sobre cuidados básicos para minimizar riscos: consumir apenas bebidas de origem confiável, manter boa hidratação e alimentação, e buscar atendimento médico imediato ao identificar sintomas como dor abdominal intensa ou alterações visuais. O metanol afeta o sistema nervoso central e o nervo óptico, podendo causar danos graves à visão.
Segundo o governo, a ação coordenada entre justiça, saúde e órgãos de fiscalização busca identificar responsáveis, prevenir novas intoxicações e alertar toda a população sobre os riscos do consumo de bebidas adulteradas.
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