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Voo particular para Miami é cancelado na Argentina, e fontes não descartam que fosse para Flávio Bolsonaro, diz o Clarin

Publicado 27/10/2026 • 13:06 | Atualizado há 13 minutos

KEY POINTS

  • Um jato Gulfstream G400 da empresa Baires Fly deveria decolar de Puerto Iguazú para Miami às 2h30 desta terça-feira (27), com quatro passageiros, mas o voo foi cancelado horas antes.
  • A lista de passageiros não foi divulgada nem entregue à Imigração argentina, e fontes ouvidas pelo jornal Clarín não descartam que o voo fosse para Flávio Bolsonaro e a família.
  • Na segunda-feira (26), Moraes proibiu Flávio, derrotado por Lula no domingo (25), de deixar o Brasil, em uma investigação que apura suposta lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Um voo particular que levaria quatro pessoas de Puerto Iguazú, na Argentina, para Miami, nos Estados Unidos, na madrugada desta terça-feira (27) foi cancelado poucas horas antes da decolagem. Segundo o jornal argentino Clarín, há suspeita de que a aeronave fosse destinada ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e à família dele. A lista de passageiros não foi divulgada.

O avião, um bimotor Gulfstream G400 de prefixo LV-JQW da empresa Baires Fly, chegou ao aeroporto internacional de Puerto Iguazú à meia-noite, com três tripulantes. A decolagem estava marcada para as 2h30. De acordo com o Clarín, quando o jato pousou, a empresa já tinha cancelado o plano de voo para os Estados Unidos.

Os dois pilotos e a comissária não sabiam do cancelamento. Eles desembarcaram e passaram a noite em um hotel da cidade, onde nesta terça aguardavam instruções da Baires Fly.

Uma fonte ouvida pelo jornal disse que a única explicação dada para o cancelamento foi que “um dos passageiros teve um problema”. A lista com a identidade de quem embarcaria nunca foi apresentada à Imigração nem à Alfândega argentinas. As fontes consultadas pelo Clarín não descartaram que o voo fosse para Flávio.

Passaportes retidos pelo STF

Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial para Lula no domingo (25). Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o senador de deixar o país e mandou reter seus passaportes. Flávio foi notificado quando saía da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

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A decisão faz parte de uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro, evasão de divisas e possíveis irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”, além das ligações com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Segundo o Clarín, o que levou Moraes a reter os passaportes foram declarações de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que mora em Miami há alguns meses. Eduardo disse que via como possível Flávio também buscar refúgio nos Estados Unidos se perdesse a eleição.

O que diz Flávio

Ontem (26), o senador confirmou que a Polícia Federal reteve seu passaporte. Ele contou que foi abordado por agentes na porta da casa do pai, no meio da rua, e notificado da ordem para entregar os documentos e da proibição de deixar o país. Flávio negou que pretendesse sair do Brasil e chamou a decisão de “uma clara tentativa de me intimidar”.

Até a publicação desta reportagem, a Baires Fly não havia informado quem eram os passageiros nem o motivo do cancelamento.

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