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Boeing reduz prejuízo no terceiro trimestre com alta nas vendas de defesa, mas foco segue na produção do 737 Max

Publicado 27/10/2026 • 10:30 | Atualizado há 52 minutos

KEY POINTS

  • A Boeing reduziu o prejuízo no terceiro trimestre, impulsionada pelo crescimento das vendas na área de defesa.
  • A companhia superou as expectativas de receita, mas registrou prejuízo por ação maior do que o previsto.
  • Executivos da Boeing participarão de uma teleconferência sobre os resultados às 11h30 (horário de Brasília).
Às 10h50 (de Brasília), a ação da Boeing subia 1,04% em nova York.

Divulgação

Boeing

A Boeing reduziu seu prejuízo no terceiro trimestre após registrar alta nas vendas de defesa, mas o CEO Kelly Ortberg afirmou aos funcionários que a fabricante ainda “tem mais trabalho a fazer”.

Veja os resultados divulgados pela Boeing para o terceiro trimestre em comparação com as expectativas dos analistas de Wall Street, segundo estimativas de consenso da LSEG:

  • Prejuízo por ação: US$ 0,34 ajustado, ante expectativa de prejuízo de US$ 0,21.
  • Receita: US$ 24,19 bilhões, ante expectativa de US$ 23,84 bilhões.

Nos três meses encerrados em 30 de setembro, a Boeing registrou prejuízo líquido de US$ 116 milhões, ou US$ 0,26 por ação, em comparação com uma perda de US$ 5,34 bilhões, ou US$ 7,14 por ação, no mesmo período do ano anterior.

Desconsiderando itens não recorrentes, a companhia registrou prejuízo de US$ 0,34 por ação. Um ano antes, a Boeing havia contabilizado uma despesa de quase US$ 5 bilhões relacionada ao programa de desenvolvimento do avião 777X, que acumula longos atrasos.

Leia também: Boeing obtém aprovação da FAA para o 737 Max após anos de atrasos

A receita avançou 4% na comparação anual, para US$ 24,19 bilhões. O fluxo de caixa livre subiu para US$ 464 milhões, ante US$ 238 milhões no terceiro trimestre de 2025.

A receita da divisão de defesa da Boeing aumentou 15% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 7,94 bilhões.

A fabricante entregou 161 aviões comerciais no terceiro trimestre, um a mais do que um ano antes.

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A receita do segmento de aviação comercial, considerado fundamental para os negócios da empresa, recuou 3%, para US$ 10,72 bilhões. A divisão registrou margem operacional negativa de 6,5%, devido a uma “combinação menos favorável de entregas, custos projetados mais altos associados a futuros ajustes nas taxas de produção e estimativas maiores de custos da cadeia de fornecedores”, segundo a Boeing.

Os executivos da fabricante devem atualizar os investidores sobre a velocidade com que a empresa poderá ampliar a produção de aeronaves nos próximos meses durante a teleconferência trimestral de resultados, marcada para terça-feira, às 11h30 (horário de Brasília).

A Boeing vem produzindo cerca de 47 aviões 737 Max por mês, mas pretende ampliar esse volume. No mês passado, Ortberg disse aos investidores que a estabilização da produção está levando “um pouco mais de tempo” do que o esperado. A companhia prevê aumentar a fabricação dessas aeronaves no próximo ano.

“As expectativas estão aumentando, e devem mesmo aumentar”, afirmou Ortberg em uma mensagem enviada aos funcionários na terça-feira. “Isso significa elevar nosso desempenho por meio de melhorias na gestão enxuta, na produtividade e na eficiência do trabalho diário, mantendo nossos altos níveis de segurança e qualidade.”

Leia também: Autoridade de aviação dos EUA descarta risco à segurança em falha de software do Boeing 737 Max

A produção e a entrega de aeronaves são fundamentais para a recuperação da Boeing, já que a maior parte do valor de um avião é paga quando o cliente recebe a aeronave.

A fabricante, porém, obteve algumas conquistas recentes. A Marinha dos Estados Unidos escolheu a Boeing para desenvolver seu caça de próxima geração.

Além disso, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) aprovou na semana passada o 737 Max 10, o maior modelo da família Max. A decisão veio após a aprovação do 737 Max 7, em agosto, e marcou a etapa final das certificações dessa linha de aeronaves.

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