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Fim de uma era: Warren Buffett deixa o cargo de CEO da Berkshire Hathaway após 60 anos
Publicado 31/12/2025 • 21:30 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 31/12/2025 • 21:30 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Johannes EISELE/AFP
Nesta quarta-feira (31), o mercado financeiro global presencia um marco histórico: o último dia de Warren Buffett como CEO da Berkshire Hathaway.
Aos 95 anos, o lendário investidor, conhecido como o “Oráculo de Omaha”, despede-se do comando executivo da companhia que transformou, ao longo de mais de meio século, de uma modesta fábrica têxtil em um dos maiores e mais valiosos conglomerados do mundo. Buffett permanecerá na empresa apenas como presidente do conselho.
Os números que consolidam sua gestão são considerados sem paralelos na história do capitalismo moderno. Sob seu comando, as ações da Berkshire saltaram de apenas US$ 19 (cerca de R$ 104,50, na cotação atual) em 1965 para impressionantes US$ 750 mil (R$ 4,1 milhões) ao final de 2025. Esse crescimento representa um retorno total acumulado superior a 4.000.000%.
Para efeito de comparação, enquanto o índice S&P 500 subiu cerca de 39.000% no mesmo período (incluindo dividendos), a performance da Berkshire foi exponencialmente superior, registrando uma rentabilidade média anual de 19,9%.
A partir de 1º de janeiro de 2026, a liderança executiva passará para as mãos de Greg Abel, atual vice-chairman da companhia.
Abel terá o desafio de manter a cultura de investimento em valor e a disciplina de capital que definiram a era Buffett, além de passar a assinar a tradicional carta anual aos acionistas, documento que se tornou uma “bíblia” para investidores de todo o mundo.
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A estratégia de Buffett, frequentemente resumida na máxima de “ficar rico devagar”, baseou-se na aquisição de empresas sólidas com vantagens competitivas claras (os chamados moats) e na manutenção desses ativos por décadas.
De acordo com dados da CNBC, se analisado o relatório mais recente até o final de 2024, o retorno percentual exato teria chegado a 5.502.284%, evidenciando o poder dos juros compostos aplicados com paciência e rigor analítico.
A saída de Buffett do cargo de CEO gera reflexões sobre o futuro da gestão de portfólio em um cenário cada vez mais dominado por algoritmos e negociações de alta frequência. Sua despedida em 31 de dezembro marca não apenas a aposentadoria de um executivo, mas a transição de um modelo de negócio que prioriza a economia real e a visão de longo prazo sobre a volatilidade imediata.
O mercado agora observa atentamente como a “nova” Berkshire se comportará sob a batuta de Abel e sem a presença diária de seu maior arquiteto.
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