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Com tecnologia e ciência, câncer deixa de ser sentença definitiva
Publicado 18/08/2025 • 11:43 | Atualizado há 6 meses
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Em sua recente reportagem de capa, a revista britânica The Economist destaca avanços significativos no enfrentamento do câncer, sugerindo que o mundo está, enfim, vencendo essa batalha. Intitulada “The world is winning the war on cancer” (“O mundo está vencendo a guerra contra o câncer”), a publicação revisita o marco de 1971, quando o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, declarou a chamada “guerra contra o câncer”, e mostra como, mais de 50 anos depois, os resultados começam a se consolidar.
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Apesar da percepção popular de que “pouco mudou” desde então — alimentada pela recorrência de casos entre familiares e pessoas próximas — os dados atuais indicam o contrário. Ajustando os números ao fator idade, a The Economist revela que a taxa de mortalidade por câncer em países desenvolvidos começou a cair de forma consistente desde o início dos anos 1990. Nos Estados Unidos, por exemplo, a redução já chega a 33% em relação àquela década.
Mais prevenção, mais diagnósticos precoces e terapias mais eficazes
Entre os fatores que explicam esse avanço, destaca-se a queda expressiva no tabagismo, que, sozinho, evitou mais de 3 milhões de mortes por câncer desde 1975 apenas nos EUA. Além disso, campanhas de vacinação contra o HPV já mostram impacto positivo na incidência de câncer do colo do útero, além de tumores de cabeça e pescoço.
Os programas de rastreamento também evoluíram. Mamografias, colonoscopias, testes de HPV e, mais recentemente, exames moleculares e biópsias líquidas têm possibilitado diagnósticos mais precoces, quando as chances de cura são maiores.
Na oncologia pediátrica, os resultados são ainda mais notáveis. A taxa de sobrevida em cinco anos para crianças com leucemia, que há poucas décadas era considerada praticamente uma sentença de morte, hoje supera os 90%. Essa conquista é fruto de avanços combinados em cirurgia, radioterapia, quimioterapia, protocolos integrados e medicamentos mais precisos.
Imunoterapia, terapias celulares e vacinas personalizadas
A ciência atual oferece novas esperanças por meio de tecnologias inovadoras. A imunoterapia já se tornou um pilar no tratamento de diversos tumores, especialmente melanoma, câncer de pulmão, rim e alguns tipos gastrointestinais. As terapias celulares, como o CAR-T, revolucionam o tratamento de leucemias e linfomas. E vacinas personalizadas com tecnologia de mRNA e neoantígenos estão em desenvolvimento para prevenir e tratar diferentes tipos de câncer.
O grande desafio, no entanto, é democratizar o acesso a essas inovações. Enquanto os países ricos colhem os frutos do progresso, o restante do mundo enfrenta desigualdades importantes.
Brasil acompanha avanços com protagonismo da radiologia intervencionista
É nesse contexto que a Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (Sobrice) se posiciona como agente transformador no Brasil. A radiologia intervencionista oferece alternativas terapêuticas menos invasivas, com potencial de reduzir internações, acelerar a recuperação e preservar a qualidade de vida dos pacientes.
Guiados por imagem, esses procedimentos permitem tratar tumores de forma precisa, minimizando danos a tecidos saudáveis. Técnicas como quimioembolização, radioembolização e ablação têm ampliado as possibilidades terapêuticas, especialmente em casos complexos ou em pacientes que não podem ser submetidos a cirurgias convencionais.
Segundo o presidente da Sobrice, Dr. Lucas Monsignore, o trabalho da sociedade é pautado por grupos de pesquisa e uma abordagem multidisciplinar. Ao integrar inovação tecnológica, precisão cirúrgica e menor impacto físico, a medicina brasileira avança no mesmo sentido apontado pela The Economist: transformar o combate ao câncer em uma jornada contínua de progressos concretos — que se traduzem em mais vidas salvas e melhor qualidade de vida.
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