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O Brasil entra na era da Medicina da Longevidade baseada em evidências
Publicado 25/06/2025 • 14:20 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/06/2025 • 14:20 | Atualizado há 2 meses
Pexels
País se une à rede internacional da HLMS e se prepara para oferecer cuidado contínuo, acessível e centrado na expansão dos anos vividos com saúde.
Estamos vivendo uma revolução silenciosa, porém profundamente transformadora na área da saúde: a transição da medicina reativa, centrada no tratamento de doenças, para uma medicina proativa, personalizada e voltada à longevidade, guiada pela biologia do envelhecimento. E o Brasil está se preparando para liderar esse novo paradigma.
Com o apoio da Health and Longevity Medicine Society (HLMS) — organização científica internacional que reúne os principais especialistas mundiais em envelhecimento saudável —, o país dará início à implementação da Medicina da Longevidade baseada em evidências, com foco na ampliação do healthspan: os anos de vida vividos com saúde, autonomia, lucidez e vitalidade.
“Após quatro anos de articulação internacional, o Brasil passa a integrar oficialmente a rede global de centros e profissionais que atuam com base na ciência da longevidade. É uma honra contribuir com essa construção e conectar os avanços da medicina pós-genômica às reais necessidades da nossa população”, afirma a médica Vania Assaly, diretora científica do Instituto Assaly e representante da iniciativa no país.
A iniciativa conta com o apoio da Dra. Evelyne Bischof, professora de medicina na Shanghai University e na Tel Aviv University, referência internacional em gerociência clínica, inteligência artificial aplicada à saúde e medicina personalizada.
“A entrada do Brasil neste movimento é estratégica e necessária. A HLMS apoia totalmente essa expansão, guiada pela ciência, pela ética e pelo compromisso com a saúde pública global”, afirma a pesquisadora.
O objetivo é capacitar médicos e profissionais de saúde com conhecimento atualizado sobre os mecanismos do envelhecimento, biomarcadores funcionais, intervenções epigenéticas, tecnologias preditivas e estratégias de cuidado ao longo da vida. O projeto também sinaliza uma nova fase para o sistema de saúde brasileiro, pressionado por uma população que envelhece rapidamente e por um cenário crescente de doenças crônicas.
“A Medicina da Longevidade é o novo eixo estruturante do cuidado em saúde. Estamos, sim, vivendo mais — mas o desafio é viver melhor”, afirma Vania. “O conceito de CARESPAN, que representa o cuidado contínuo ao longo da vida, deve estar no centro das políticas públicas e dos modelos clínicos.”
Ex-presidente e fundadora da Associação Latino-Americana de Medicina do Estilo de Vida (LALMA), Vânia reforça que nossas escolhas comportamentais e ambientais influenciam diretamente a velocidade do envelhecimento e o aparecimento de doenças.
“Conseguimos conversar com nossos genes. A epigenética mostra que saúde é um patrimônio que podemos construir.”
Com mais de 35 anos de experiência clínica e atuação em endocrinologia integrativa e medicina personalizada, Vânia Assaly liderará a formação de um time nacional composto por especialistas em genômica, epigenética, microbioma, expossoma e neurociência do envelhecimento, com o propósito de transformar o cuidado com doenças do envelhecimento em estratégias para expandir a saúde ao longo da vida.
Inspirando-se no conceito de “Juventologia”, criado pelo pesquisador Valter Longo, ela defende mudanças comportamentais precoces, ações sobre o ambiente e integração entre áreas diversas, promovendo uma inteligência intergeracional.
“Nos próximos 30 anos, a pauta será a expectativa de saúde — não apenas a expectativa de vida. Os sistemas público e privado ainda não estão preparados para oferecer cuidado de alto impacto, escalável e sustentável. Precisamos construir um novo modelo, integrando planejamento clínico, biológico, econômico e social para, em média, 20 anos extras de vida.”
“O que você fará com seus anos a mais de vida com autonomia, lucidez e experiência? A longevidade produtiva será fruto de decisões conscientes e de uma nova inteligência coletiva entre gerações.”
Vania destaca ainda que países como Israel e Singapura já implementam políticas e centros clínicos inspiradores, voltados ao envelhecimento saudável, com infraestrutura urbana, arquitetônica e tecnológica planejada para esse fim.
Reconhece, no entanto, o risco de elitização da medicina da longevidade — e defende que a ciência translacional e a redução de custos permitirão democratizar esse cuidado.
“A medicina do futuro precisa ser acessível. O geneticista Michael Snyder, da Universidade de Stanford, um dos principais nomes no estudo dos relógios biológicos e ageotypes, afirma que essas tecnologias transformarão a prática clínica — e serão viáveis inclusive para a saúde pública.”
“A jornada da longevidade começa na gestação. É uma longa viagem celular. Cuidar dessa jornada com ciência e conhecimento é a missão de todos nós que trabalhamos com a medicina do futuro.”
Na era da Medicina 3.0, o paciente torna-se protagonista do próprio cuidado: ativo, informado e participativo.
“Nosso papel como médicos é o de copilotos nessa jornada contínua de saúde”, conclui Vania.
O lançamento oficial do Capítulo Brasileiro da HLMS está previsto para os próximos meses, com programas de certificação, eventos científicos, parcerias com universidades e centros clínicos, além de apoio direto à ciência translacional da longevidade no Brasil.
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