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Chegada da TV 3.0 provoca união de rivais históricas

Publicado 24/08/2025 • 08:00 | Atualizado há 3 meses

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Semanalmente, Michaele Gasparini destrincha um dos principais temas da indústria de mídia na semana. Nada passa despercebido ao olhar da colunista: tudo o que movimenta o mercado e rende milhões de dólares em publicidade nas emissoras de televisão e nas plataformas de streaming estará aqui.

KEY POINTS

  • Pela primeira vez em décadas, os principais executivos de Globo, Record, SBT e Band se uniram publicamente em um movimento de articulação conjunta.
  • O encontro, realizado durante a SET Expo 2025 em São Paulo marcou uma virada estratégica na relação entre as maiores redes abertas do país, que agora trabalham juntas para enfrentar os desafios tecnológicos e financeiros impostos pela implantação da TV 3.0.

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Pela primeira vez em décadas, os principais executivos de Globo, Record, SBT e Band se uniram publicamente em um movimento de articulação conjunta. O encontro, realizado durante a SET Expo 2025 em São Paulo marcou uma virada estratégica na relação entre as maiores redes abertas do país, que agora trabalham juntas para enfrentar os desafios tecnológicos e financeiros impostos pela implantação da TV 3.0.

O novo padrão de transmissão, que promete transformar profundamente a experiência da TV aberta, exige investimentos bilionários e uma reestruturação completa da infraestrutura de transmissão. A estimativa é que o setor precise aplicar entre R$ 9 bilhões e R$ 11 bilhões ao longo de 15 anos para atualizar mais de 15,7 mil estações de rádio e TV espalhadas pelo país. O custo elevado, em um cenário de receitas estagnadas e queda de audiência, forçou a união das rivais históricas.

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A principal aposta da TV 3.0 está na segmentação de conteúdo. Com a combinação de sinal aberto, internet banda larga e 5G, será possível oferecer anúncios direcionados por localização e perfil de consumo. O avanço representa uma tentativa das emissoras de reconquistar a atratividade comercial diante do domínio das plataformas digitais, que dominam o mercado publicitário com modelos baseados em dados. Com o novo sistema, uma mesma rede poderá veicular conteúdos e propagandas diferentes para telespectadores de uma mesma cidade — ou até da mesma casa.

No entanto, há obstáculos relevantes. O primeiro é o financiamento: sem recursos próprios para arcar com a transição, emissoras regionais e afiliadas dependem de linhas de crédito públicas com juros acessíveis. O segundo é a disputa por espaço nos aparelhos de TV. Com a TV 3.0, os canais deixam de ocupar uma posição fixa e passam a ser organizados como aplicativos. A preocupação das redes é perder protagonismo para plataformas como Netflix, Prime Video e YouTube, caso não haja previsão legal de destaque para a TV aberta nos novos sistemas operacionais.

Esse ponto de tensão se tornou mais evidente com o atraso na assinatura do decreto presidencial que oficializa o novo modelo. Inicialmente previsto para 19 de agosto, o ato foi adiado, frustrando as expectativas do setor. O governo promete agora assiná-lo no dia 27, em cerimônia no Palácio do Planalto. Mas o impasse sobre o uso do padrão técnico da ASTC, com origem nos Estados Unidos, ainda provoca desconforto político em Brasília — especialmente em um momento de atrito comercial entre os dois países.

A transição para a TV 3.0 deverá seguir um cronograma semelhante ao da digitalização iniciada em 2007, exigindo novos aparelhos ou conversores para que o público acesse o conteúdo. A Globo já planeja começar a operar com o novo padrão em 2026. Até lá, as redes de televisão dependem da atuação coordenada entre si e de respaldo governamental para não perder relevância na disputa por atenção e receita em um mercado cada vez mais fragmentado.

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