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Disney assume prejuízo de R$ 50 milhões e muda streaming mais uma vez
Publicado 10/08/2025 • 18:52 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 10/08/2025 • 18:52 | Atualizado há 10 meses
A integração de conteúdos, além de unificar a experiência do usuário, representa também uma tentativa de simplificar a navegação e aumentar o engajamento.
Disney/Divulgação
A decisão da Disney de substituir a marca Star por Hulu em mercados internacionais, incluindo o Brasil, marca uma virada estratégica na consolidação global de seu portfólio de streaming. A mudança é parte de um movimento maior de centralização e fortalecimento da identidade Hulu como referência de entretenimento adulto, enquanto o Disney+ segue voltado ao conteúdo familiar.
A estratégia segue o modelo norte-americano, no qual as marcas atuam de forma complementar dentro do mesmo ecossistema digital.
Com a novidade, a companhia conhecida pelo mascote Mickey Mouse eliminará oficialmente a marca Star — e consequentemente assumirá um prejuízo de R$ 50 milhões, pagos há menos de 4 anos para a Starz, outro conglomerado de entretenimento norte-americano, para viabilizar o uso da marca em território nacional.
A integração de conteúdos, além de unificar a experiência do usuário, representa também uma tentativa de simplificar a navegação e aumentar o engajamento, oferecendo todos os gêneros de produções em um só aplicativo, já que nos Estados Unidos as duas marcas tinham aplicativos que funcionavam separadamente.
É, evidentemente, mais uma movimentação para tentar dar relevância ao Disney+, que continua empilhando resultados abaixo das expectativas.
Uma prova recente do insucesso do Disney+ aconteceu na última quinta-feira (7), quando Bob Iger, CEO do conglomerado, anunciou publicamente que a empresa deixará de divulgar informações sobre o número de assinantes da plataforma.
Em uma tentativa de colocar panos quentes na situação, o executivo afirmou que a movimentação é fruto das “mudanças no cenário da mídia”, garantindo que a métrica é “menos significativa para avaliar o desempenho dos negócios”.
Ao eliminar a marca Star, que por anos funcionou como abrigo do acervo adulto da Disney e da antiga 21st Century Fox, a empresa busca uniformizar sua presença global e dar mais força à Hulu como marca reconhecida internacionalmente.
Essa padronização atende a uma lógica de branding mais coesa, reforçando o nome Hulu em mercados onde ainda era desconhecido, e abrindo mão de uma marca que não pertencia só ao conglomerado e, por tabela, gerava custos de licenciamento.
A iniciativa tem raízes no histórico da própria Hulu, criada em 2007 como uma joint venture para enfrentar a ascensão do YouTube e combater a pirataria. Ao longo dos anos, o serviço ganhou relevância no mercado dos Estados Unidos e passou a integrar produções originais e conteúdos de parceiros tradicionais.
Com a aquisição total pela Disney no início de 2025, a plataforma tornou-se peça central da estratégia da companhia para competir com gigantes como Netflix, Amazon Prime Video e Max.
A unificação de marca não tem o único objetivo de reforçar a presença da Disney, como também nítido objetivo de redução de custos operacionais e até mesmo de investimentos em marketing, já que campanhas feitas para os Estados Unidos agora poderão ser reaproveitadas mundialmente.
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