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Fabricantes de iates de luxo temem que compradores voltem a cancelar compras caso Lula seja reeleito
Publicado 28/09/2026 • 22:44 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 28/09/2026 • 22:44 | Atualizado há 4 horas
Fabricantes de embarcações de luxo dizem que uma eventual reeleição de Lula tem causado novas ameaças de cancelamento de compras. Nas eleições de 2022, compradores de iates chegaram a colocar nos contratos a possibilidade de cancelar a aquisição caso Lula fosse eleito. Segundo relatos do setor, isso efetivamente aconteceu.
Após a vitória de Lula na última eleição, alguns contratos foram cancelados, inclusive em situações nas quais o comprador já havia pago uma entrada. Como havia previsão contratual para a desistência, as empresas aceitaram o cancelamento e fizeram o ressarcimento previsto. Isso poderia voltar a acontecer.
Alguns compradores brasileiros colocam cláusula política no contrato. No entanto, esse movimento não representa uma característica do consumidor estrangeiro. Este não condiciona a compra a resultados eleitorais, segundo a apuração desta coluna. No mercado externo, a decisão tende a ser mais objetiva. O comprador olha para o produto, características, qualidade, preço e condições comerciais.
Isso cria uma situação particular para os fabricantes brasileiros. Parte das decisões de compra depende de fatores que estão completamente fora do controle de quem produz as embarcações. O empresário pode ter o produto, a capacidade de entrega e um comprador disposto a fechar negócio, mas ainda assim o fabricante fica exposto a uma mudança de cenário político capaz de alterar a disposição do cliente.
Entre empresários, fabricantes e outros participantes do setor náutico, existe também agentes, a avaliação é que o governo Lula teve participação no agravamento das relações com o presidente americano Donald Trump e, consequentemente, na elevação das tarifas que atingiram produtos brasileiros, incluindo embarcações. E mais do que isso, existe a esperança de que Flávio Bolsonaro reverta esse cenário. Tem ainda a percepção de que as ações de Eduardo Bolsonaro ao defender as tarifas e de Flávio em não garantir a derruba não foram decisivas para implementação e manutenção das novas tarifas.
O setor náutico brasileiro chegou a enfrentar uma alíquota de 50% no auge da crise comercial. Depois, houve uma redução, mas a tarifa permanece em 35%, patamar muito superior ao que vigorava antes das medidas adotadas pelo governo Trump. Para empresários do segmento, portanto, a política externa e a relação pessoal entre os presidentes passaram a ter impacto direto sobre os negócios.
A expectativa manifestada pelos empresários do setor é de que, caso Flávio Bolsonaro chegue ao Palácio do Planalto, tenha melhores condições de diálogo com o governo americano e consiga negociar uma redução das tarifas que hoje pesam sobre o setor. Não necessariamente, na visão desses interlocutores, seria possível retornar imediatamente aos níveis anteriores à crise, mas existe a percepção de que uma tarifa de 35% dificilmente seria mantida em um eventual governo do filho de Jair Bolsonaro.
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