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CNBCDow Jones dispara mais de 500 pontos com investidores reduzindo exposição a ações ligadas à IA

Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

Acabou a festa? Por que as ações de tecnologia estão caindo no exterior?

Publicado 15/10/2026 • 13:56 | Atualizado há 5 horas

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e com experiência nos principais veículos do Brasil. Além de comandar esta coluna, é analista de mercado nos principais programas do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC.

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Semicondutores voltados para I.A seguem liderando ganhos em Wall Street

As ações das gigantes de tecnologia recuam fortemente nos mercados internacionais. Nos Estados Unidos, o Nasdaq, índice com forte concentração de empresas do setor, fechou em queda de 1,88%. No pregão desta quinta-feira (15), o movimento negativo continua e aponta para mais uma sessão de perdas em Wall Street.

Um dos fatores que pressionam o mercado é a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos. O CPI, índice de preços ao consumidor, registrou alta anual de 3,7% em setembro, acima dos 3,4% observados em agosto.

O índice de preços ao produtor americano, o PPI, também surpreendeu negativamente. O indicador avançou 1,3% em setembro, na comparação com o mês anterior, e acumulou alta de 6,3% em 12 meses, atingindo o maior nível em mais de quatro anos.

Os números reforçam as preocupações com a trajetória da inflação americana e reduzem as perspectivas de cortes de juros pelo Federal Reserve. A possibilidade de manutenção de taxas elevadas por mais tempo tende a pressionar os ativos de risco, especialmente as ações de tecnologia, cujos preços são mais sensíveis às expectativas de juros futuros.

Outro fator é a correção de preços após a forte valorização de diversas empresas do setor. Apesar das perdas recentes, o ETF que reúne as ações das chamadas Sete Magníficas — Nvidia, Apple, Microsoft, Meta, Tesla, Alphabet e Amazon — ainda acumula alta próxima de 10% no ano e de 15% nos últimos 12 meses.

A Nasdaq, por sua vez, ainda acumula alta de 14,52% desde o começo do ano e de 17,37% nos últimos 12 meses. 

Na Ásia, o movimento tem um componente adicional: as incertezas sobre a cadeia de produção de semicondutores e a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial.

As ações da sul-coreana SK Hynix caíram 11,06% na sessão de quarta-feira. Uma das principais fabricantes de chips de memória do mundo, a companhia depende de componentes e equipamentos importados, inclusive dos Estados Unidos. As preocupações com possíveis gargalos logísticos e atrasos no fornecimento aumentaram a cautela dos investidores.

O foco está nos chips de memória de alta largura de banda, conhecidos como HBM4, essenciais para o desenvolvimento de aceleradores de inteligência artificial. Relatórios recentes apontam para o risco de adiamentos nos cronogramas de pedidos. O próprio CEO da companhia, Kwak Noh-jung, já alertou para a possibilidade de escassez de oferta em 2027.

Na mesma região, nem mesmo os resultados positivos da TSMC foram suficientes para afastar as preocupações dos investidores. A fabricante taiwanesa registrou o sexto trimestre consecutivo de lucro recorde.

Fornecedora de empresas como Nvidia e Apple, a TSMC afirma que a demanda por semicondutores continua robusta. Ainda assim, o mercado questiona a sustentabilidade do ciclo de investimentos em inteligência artificial e os retornos que esses aportes poderão gerar.

A companhia prevê investimentos de capital entre US$ 60 bilhões e US$ 64 bilhões. O volume expressivo reforça a dimensão da aposta na expansão da capacidade produtiva, mas também aumenta a atenção dos investidores para os custos, a rentabilidade futura e a possibilidade de que as expectativas em torno da inteligência artificial estejam excessivamente elevadas.

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