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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

Por que a XP rebaixou a Bolsa?

Publicado 03/11/2026 • 13:09 | Atualizado há 1 hora

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e com experiência nos principais veículos do Brasil. Além de comandar esta coluna, é analista de mercado nos principais programas do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC.

A XP Investimentos está mais pessimista com a Bolsa brasileira. A corretora rebaixou sua avaliação para o Ibovespa e agora adota uma posição neutra em relação ao índice.

No relatório mais recente divulgado pela empresa, a equipe de estrategistas avaliou que o Ibovespa pode trabalhar com um preço-alvo de 200 mil pontos ao fim de 2027. Antes da eleição, a XP ventilava metas entre 240 mil e 250 mil pontos.

O patamar de 200 mil pontos significaria uma valorização de aproximadamente 21% em relação à pontuação atual, na casa dos 165 mil pontos. Desde a eleição, o Ibovespa já recuou quase 14%. A queda se deu pela frustração das expectativas em relação à corrida presidencial.

A justificativa para uma posição mais conservadora se deve ao fato de que a renda fixa doméstica pode apresentar um rendimento superior ao da Bolsa.

Na avaliação da XP, o mercado passou a demonstrar maior preocupação com a questão fiscal e com o controle da inflação. Uma escalada dos preços poderia forçar o Banco Central a manter a Selic elevada por mais tempo.

A XP não foi a única casa de análise a demonstrar cautela. Em relatório divulgado após a eleição, o banco americano JPMorgan projetou queda de 20% no Ibovespa e alta do dólar para R$ 5,50. A moeda americana já atingiu o patamar projetado.

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