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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

AMD sobe, Intel desce: o que diferencia as rivais históricas?

Publicado 04/11/2026 • 10:03 | Atualizado há 57 minutos

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e com experiência nos principais veículos do Brasil. Além de comandar esta coluna, é analista de mercado nos principais programas do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC.

As ações da AMD sobem mais de 6% no pré-market americano. É um resultado surpreendente para quem esperava que a companhia comandada por Lisa Su enfrentaria o mesmo sentimento que os investidores tiveram com a Intel, cuja ações derraparam após os balanços recentes.

Nos números divulgados ontem, a AMD reportou receita recorde de US$ 13,4 bilhões, alta de 45% frente ao ano anterior. O salto maior veio da divisão de Data Centers, que cresceu 97% e representou US$ 8,5 bilhões do faturamento total. 

Em relação ao lucro líquido, a companhia obteve resultado de US$ 2,42 bilhões, o que representa US$ 1,46 por ação diluída. No lucro ajustado, o resultado ficou em US$ 3,47 bilhões (US$ 2,09 por ação), bem acima da projeção de US$ 1,95 por papel. 

As ações da AMD enfrentam queda de 23% nos últimos 30 dias. É uma queda que não desanima o investidor que está alocado no papel a mais tempo. Do começo do ano para cá as ações da AMD subiram mais de 116%. 

Para efeito de comparação, os papéis da Intel recuaram 47% nos últimos 30 dias e acumulam alta de “apenas” 53% em 2026. 

O otimismo do mercado com a AMD, que contrasta principalmente com o pessimismo adotado pelos acionistas da Intel, tem relação direta com o modelo de negócio das duas empresas.

O que também diferencia as duas empresas é o foco do negócio. O resultado recente, em que mais da metade da receita vem dos Data Centers, mostra que o foco da AMD está no mercado corporativo e em fornecer soluções de infraestrutura

A Intel, por sua vez, ainda prevê que metade do seu faturamento será resultante das operações de processamento para computadores de mesa e notebooks. As vendas de computadores e notebooks recuaram mais de 20% no mundo em 2026, segundo dados de agências como IDC Global e Omdia.

Essa queda nas vendas se deve a dois motivos. O primeiro é o custo mais elevado dos produtos devido ao aumento do preço dos chips de memória. As vendas também encolheram desde a pandemia, quando os preços caíram e os consumidores aproveitaram para trocar os produtos mais antigos. 

O que a AMD tem ainda que a Intel não tem é um guidance positivo. Enquanto a empresa de Lisa Su espera faturar US$ 17 bilhões no próximo trimestre, a Intel projeta receita de até US$ 16 bilhões. Será a primeira vez que a AMD vai superar a rival histórica.

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