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O vai e vem da FMU e a aposta da Ânima Educação
Publicado 15/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 15/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 meses
A Ânima Educação aposta que a recompra do Centro Universitário FMU pode ajudar a resolver um dos principais desafios enfrentados pela companhia nos últimos anos: a perda de participação de mercado no ensino superior.
Na terça-feira (14), o grupo anunciou a aquisição da FMU por R$ 410 milhões. A operação deve ampliar a base de alunos em cerca de 15% e elevar a receita líquida da companhia em aproximadamente 11%.
Mais do que isso, a transação pode representar o impulso necessário para que a Ânima volte a crescer de forma mais consistente. O mercado, porém, tem reagido com cautela aos resultados recentes da empresa. As ações da companhia acumulam queda superior a 20% nos últimos 12 meses.
A trajetória da FMU também chama atenção. A instituição mudou de mãos diversas vezes na última década. Em 2013, o grupo americano Laureate pagou cerca de R$ 1 bilhão pela universidade.
Sete anos depois, a FMU passou a fazer parte da aquisição da operação brasileira da Laureate pela Ânima, em uma transação de R$ 4,4 bilhões que envolveu diversas instituições de ensino – e não apenas a FMU.
A aquisição, no entanto, enfrentou obstáculos. Além das dificuldades financeiras da própria Ânima, a operação foi alvo de restrições impostas pelo Cade, que determinou a venda da FMU para preservar a concorrência no setor. A instituição acabou sendo repassada ao fundo Farallon Capital por R$ 500 milhões. Agora, a Ânima volta a adquirir o ativo por R$ 410 milhões.
Apesar do preço menor em relação às transações anteriores, analistas avaliam que a compra não saiu barata. Isso porque a FMU já não apresenta o mesmo desempenho financeiro de outros anos.
Em março do ano passado, a instituição entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar cerca de R$ 130 milhões em passivos. Atualmente, sua dívida líquida ajustada supera R$ 150 milhões.
Reduzir esse endividamento já seria um desafio em um ambiente de juros elevados. A situação é agravada pelas margens operacionais da FMU, em torno de 19%, bem abaixo da média de aproximadamente 41% registrada pelas demais instituições de ensino da Ânima.
Ainda assim, a companhia vê potencial estratégico no negócio. A expectativa é ampliar sua presença em diferentes modalidades de ensino, especialmente no ensino a distância. Hoje, a FMU conta com cerca de 28 mil alunos matriculados em cursos semipresenciais e digitais.
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