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Com recuperação em xeque, Braskem pode ter socorro da Petrobras
Publicado 13/07/2026 • 12:04 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 13/07/2026 • 12:04 | Atualizado há 2 horas
Uma das principais acionistas da Braskem, com 47% das ações com direito a voto e 36,1% do capital total, a Petrobras pode acabar tendo de ajudar a empresa a equacionar a dívida acumulada ao longo dos últimos anos.
A estatal passou a avaliar a possibilidade de injetar capital na petroquímica. A medida surgiria como uma alternativa à recuperação judicial, processo que demandaria mais tempo, poderia elevar os custos e ainda comprometer o valor remanescente das ações.
A Petrobras tem acompanhado de perto a situação da investida e intensificou os esforços para ajudá-la a lidar com um passivo que se aproxima de R$ 50 bilhões.
Em junho, a Braskem elegeu Magda Chambriard, CEO da Petrobras, para a presidência do conselho de administração. Ela substituiu Héctor Núñez, executivo ligado à Novonor. O conselho, aliás, foi amplamente reformulado e a Petrobras passou a ter direito a três indicações.
Outro sinal do maior envolvimento da Petrobras é que, segundo fontes do mercado, a boutique BR Partners foi contratada para assessorar integrantes do conselho da estatal nas discussões sobre a situação da Braskem.
Inicialmente, essa possibilidade não estava no radar. O plano era apresentar aos credores uma proposta de reestruturação extrajudicial da dívida, com alongamento dos prazos de pagamento, redução das taxas de juros e concessão de períodos de carência.
Os credores, porém, rejeitaram a proposta. A principal resistência foi à redução dos juros. A Braskem sugeriu cortar em dois pontos percentuais a taxa aplicada aos instrumentos de dívida sem garantia.
Sem esse aval, a reestruturação extrajudicial perdeu força. Com as alternativas cada vez mais limitadas, a companhia pode acabar recorrendo à recuperação judicial ou depender de um aporte de capital de um investidor, entre eles, a própria Petrobras.
A capacidade de injetar capital na Braskem levanta dúvidas. Pelo menos nos números Os investimentos da Petrobras foram reduzidos para US$ 5,1 bilhões no primeiro trimestre, queda de 19,1% frente ao 4T25.
O fluxo de caixa livre, por sua vez, sofreu decréscimo de 22,9% nos últimos 12 meses, somando R$ 20 bilhões. O caixa operacional, por sua vez, caiu 10,9% em um ano para R$ 44 bilhões.
Mesmo assim, a companhia reportou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 110% ante o trimestre anterior. Na comparação anual, os ganhos caíram 7,2%.
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