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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

O “caminho das Índias” da Embraer

Publicado 14/10/2026 • 13:03 | Atualizado há 1 hora

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e com experiência nos principais veículos do Brasil. Além de comandar esta coluna, é analista de mercado nos principais programas do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC.

Logo da Embraer em um hangar

Divulgação/Embraer

Embraer teve forte queda desde o último balanço

A Embraer está de olho em um dos mercados mais promissores da aviação mundial. O destino? A Índia.

A aquisição de 51% da Novavayu Aerospace, empresa ligada à parceria com o grupo indiano Mahindra, pela Embraer é emblemática para a companhia brasileira. 

O negócio marca a ampliação de uma estratégia que visa amplificar a presença em um dos maiores mercados do mundo e que deve movimentar bilhões de dólares na próxima década.

O objetivo é aproveitar o crescimento da demanda por aeronaves e transformar o país em uma plataforma de negócios para a fabricante brasileira na Ásia.

A estratégia da Embraer ganhou tração neste ano, quando a companhia firmou inicialmente uma parceria com o conglomerado Adani para desenvolver um ecossistema de aeronaves regionais, incluindo produção, fornecedores, manutenção e treinamento.

A fabricante brasileira projeta que a Índia vai demandar pelo menos 500 jatos entre 80 e 146 assentos nas próximas duas décadas. A Embraer é especializada neste tipo de aeronave e um contrato desta magnitude pode ampliar consideravelmente a carteira da companhia.

No começo de outubro, quase dez meses após o movimento anterior, a Embraer alçou seu voo na Índia com uma negociação de um contrato para o fornecimento do jato KC-390 Millennium à Força Aérea Indiana.

O esforço da Embraer não é recente, ainda que os resultados aparentem. O pedido de pouso na Índia aconteceu em fevereiro de 2024, quando a companhia assinou com a Mahindra um memorando de entendimento para explorar oportunidades no mercado de defesa.

O objetivo é claro: um acordo com a Força Aérea Indiana. Isso seria feito aproveitando o cargueiro militar C-390 Millenium, uma variante da aeronave comercial KC-390. O C-390 já é utilizado pela Força Aérea Brasileira e por países como Portugal, Hungria e Uzbequistão.

Quase dois anos depois, a Embraer intensificou sua presença no país ao inaugurar um escritório nacional em Nova Délhi. Era um sinal claro ao governo indiano que a companhia queria estreitar as relações com o governo local, além de fortalecer sua presença na Ásia com um hub comercial.

Em janeiro, a Embraer começou a olhar para outros parceiros no país e escolheu o conglomerado Adana para isso. A companhia, especializada em aviação, vai ajudar a brasileira na aviação comercial regional. Isso inclui fabricação de aeronaves, serviços de manutenção e treinamento de pilotos

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