Em fevereiro, a criptomoeda já acumula queda de 22,47% em reais, configurando o quinto mês consecutivo de desvalorização.
A retração é o terceiro pior mês já registrado no período, atrás apenas de maio de 2021, quando o ativo despencou 39,40%, e de junho de 2022, com queda de 29,54%.
O movimento atual coloca a moeda novamente em um padrão típico de fases de ajuste profundo de preços, geralmente associadas a momentos de desalavancagem e redução do apetite ao risco global.
Imagem gerada por IA/Times Brasil
Bitcoin enfrenta um momento de queda
O Bitcoin atravessa um início de 2026 particularmente adverso. Em fevereiro, até esta quinta-feira (5), a principal criptomoeda do mundo já acumula queda de 22,47% em reais, configurando o quinto mês consecutivo de desvalorização, revela estudo da Elos Ayta Consultoria. É um movimento considerado raro e historicamente relevante, como mostram dados consolidados desde janeiro.
O gráfico de retorno mensal do bitcoin em reais revela que o desempenho atual figura entre os episódios mais negativos da série histórica recente. A retração de fevereiro é o terceiro pior mês já registrado no período, atrás apenas de maio de 2021, quando o ativo despencou 39,40%, e de junho de 2022, com queda de 29,54%.
Einar Rivero, CEO da Elos Ayta Consultoria, lembra que o mês de fevereiro ainda não está fechado: a variação considera apenas os 5 primeiros dias, enquanto os demais meses da análise correspondem a períodos fechados. Ainda assim, a intensidade da queda já coloca o mês entre os piores da história recente.
Cinco meses seguidos de queda: evento raro, mas não inédito
A sequência atual de cinco meses consecutivos de perdas chama atenção pela raridade estatística. Desde janeiro de 2014, o Bitcoin enfrentou tal desvalorização em apenas duas ocasiões: entre dezembro de 2013 e abril de 2014, em um grande ciclo especulativo da criptomoeda e entre agosto e dezembro de 2018, período que marcou o fim do “inverno cripto”, após a bolha de 2017.
Fonte: Elos Ayta Consultoria
O movimento atual coloca a criptomoeda novamente em um padrão típico de fases de ajuste profundo de preços, geralmente associadas a momentos de desalavancagem e redução do apetite ao risco global.
Volatilidade extrema e retorno anualizado
Se o curto prazo impressiona negativamente, o histórico reforça a volatilidade extrema do ativo, destaca Rivero. A maior valorização mensal desde 2020 ocorreu em outubro de 2021, com alta de 49,36%. Esse comportamento assimétrico explica por que o Bitcoin desafia leituras lineares.
No entanto, o sinal também virou negativo para o poupador de longo prazo. O ativo registra o quarto mês consecutivo de retorno anualizado negativo. Entre fevereiro de 2025 e 5 de fevereiro de 2026, a perda acumulada chega a 31,97% em reais. Uma reversão expressiva aos ganhos observados ao longo de 2023 e parte de 2024.
No outro lado da moeda, o melhor desempenho anualizado ocorreu em março de 2021, quando o bitcoin acumulou alta impressionante de 933,96% em 12 meses.
O fator paciência e a decisão do investidor
Um ponto relevante é que a atual fase negativa afeta não apenas o especulador de curto prazo e sim o investidor paciente de longo prazo, que olha janelas de 12 meses ou mais. Quando o retorno anualizado entra em território negativo, o Bitcoin passa a exigir convicção adicional.
“Historicamente, esses momentos coincidem com fases de noticiário negativo e menor interesse do investidor pessoa física, o que, paradoxalmente, já precedeu pontos de inflexão em ciclos passados”, destaca Rivero.
Segundo ele, fevereiro 2026 já entra para a história como um dos períodos mais desafiadores, onde a estatística fria exige decisões disciplinadas dos investidores.
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