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Alcolumbre adia sessões no Senado e trava PEC da Segurança em meio a disputa sobre maioridade penal
Publicado 19/10/2026 • 15:22 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 19/10/2026 • 15:22 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Andressa Anholete / Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre
O plano do governo Lula de avançar com a PEC da Segurança Pública antes do segundo turno esbarrou na disputa sobre a maioridade penal. Após a oposição apresentar uma emenda para reduzir a idade de responsabilização criminal, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu deixar a votação para depois das eleições e não convocar sessões deliberativas nesta semana.
A decisão interrompe a tentativa do Planalto de obter um avanço na área de segurança pública durante a campanha. O governo havia pedido a votação na quinta-feira (15), com a expectativa de abrir caminho para a criação de um ministério específico para o setor, separado da atual estrutura do Ministério da Justiça e Segurança Pública. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia também: Alcolumbre retira PEC da Segurança de pauta após impasse sobre maioridade penal
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), atribuiu a suspensão das sessões ao ambiente político da última reunião. “Foi decisão dele, pelo clima da última sessão”, afirmou, ao confirmar que não haverá sessões deliberativas nesta semana.
O ponto de conflito foi introduzido pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Sua emenda prevê reduzir a maioridade penal de 18 para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo, organização criminosa e associação criminosa, além de outros crimes previstos em lei.
Para os demais delitos, o texto apresentado por Marinho estabelece a idade de 16 anos. A iniciativa levou para dentro da discussão da PEC um tema que passou a ser explorado pela campanha de Flávio contra o presidente Lula.
Leia também: DECISÃO 2026: Lula defende reduzir maioridade penal, mas propostas de PT e PL travam PEC da Segurança
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Siga o Times | CNBCNo debate da TV Band, no domingo (18), e também nas redes sociais, Flávio Bolsonaro utilizou a proposta de redução da maioridade penal para pressionar politicamente o adversário. A estratégia colocou o governo diante de uma discussão que pretendia manter fora da votação da PEC.
Sob essa pressão, Lula e o PT alteraram a posição que historicamente sustentavam e passaram a defender a redução da maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos. Ao mesmo tempo, os petistas buscaram separar essa mudança do texto da PEC da Segurança Pública.
O argumento do governo é que a alteração da idade de responsabilização criminal precisa ser discutida em um debate próprio, sem ser vinculada à proposta que tramita no Senado.
A PEC tem como eixo principal ampliar a integração entre União, estados, Distrito Federal e municípios no enfrentamento da criminalidade. O texto também pretende fortalecer o papel federal na coordenação e na formulação da política nacional de segurança pública.
Lula prometeu criar um ministério dedicado à segurança pública assim que a emenda constitucional for promulgada. Com o adiamento decidido por Alcolumbre, a discussão da PEC e os planos do governo para a nova pasta ficam para depois do segundo turno.
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