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Caiado chama cancelamento de debate de ‘atentado à democracia’ e critica Lula
Publicado 02/10/2026 • 08:45 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 02/10/2026 • 08:45 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Isac Nóbrega/PR
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado criticou o cancelamento do debate da TV Globo previsto para a noite de quinta-feira, 1º de outubro, e classificou o episódio como um “atentado à democracia brasileira”.
Ao comentar a suspensão do último confronto televisionado antes do primeiro turno, ele também responsabilizou Luiz Inácio Lula da Silva pelo impasse e fez críticas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A Globo decidiu cancelar o programa após receber decisões judiciais de última hora que alteraram condições previamente definidas para o debate. Uma delas proibiu a emissora de exibir um púlpito vazio com o nome de Lula, que não compareceria.
Outra determinação estabeleceu a participação de Renan Santos (Missão), que não estava entre os candidatos convidados. Flávio Bolsonaro também desistiu de participar poucas horas antes da transmissão.
Leia também: Ministra do TSE que proibiu púlpito vazio de Lula em debate foi assessora da Presidência no governo petista
Caiado afirmou que o episódio ultrapassou uma discussão sobre a organização do debate e atingiu, em sua avaliação, o próprio processo eleitoral.
“É um atentado à democracia brasileira. A palavra é essa. Destruíram o processo eleitoral no país”, declarou.
Segundo o candidato, a ausência de debates prejudica a oportunidade de os eleitores conhecerem e compararem as propostas apresentadas durante a campanha. Caiado afirmou que o encontro da Globo teria importância especial por ocorrer na reta final antes da votação.
Ele também criticou as decisões judiciais que modificaram as regras do programa pouco antes de seu início e acusou integrantes do Judiciário de ampliar sua interferência sobre a disputa política.
“Nós tivemos algo ainda mais grave, que foram decisões do TSE e do Supremo Tribunal Federal. Acredito que eles desejam chegar a um ponto que é da ‘ditadura da toga’, onde provavelmente querem reunir entre eles e decidir quem deve ser o presidente da República”, afirmou.
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Caiado disse que chegou aos estúdios da emissora com três horas de antecedência e comparou o episódio com sua experiência na eleição presidencial de 1989, primeira disputa direta pela Presidência após a redemocratização.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, mesmo com 22 candidatos naquele pleito, os debates ocorreram sem interferências semelhantes.
“Nós éramos 22 candidatos, fizemos debate o tempo todo. Nunca teve nenhuma interferência, nenhuma ingerência”, disse.
O candidato questionou ainda por que regras acordadas anteriormente pelas campanhas poderiam ser alteradas por decisões tomadas pouco antes da transmissão.
“Por que uma pessoa acha que, com uma canetada, pode mudar um processo eleitoral? As regras não foram assinadas por todos os partidos? As regras não foram definidas por todos?”, declarou.
Questionado sobre qual mensagem deixaria para Lula e Flávio Bolsonaro após o cancelamento, Caiado concentrou as críticas no presidente.
“O Lula provocou tudo isso. Ele foi o fator determinante”, afirmou.
Na avaliação do candidato, Lula já demonstrava resistência a participar dos debates e teria buscado outras formas de comunicação durante a campanha. Caiado também citou um desafio feito por Flávio Bolsonaro ao petista durante passagem por Goiânia.
“Ele foi provocado pelo Flávio na minha cidade, em Goiânia, dizendo: ‘Vá lá que eu vou lhe enfrentar’. A partir daí, bateu em retirada e, ao mesmo tempo, foi buscar, com todos os artifícios, essas decisões. Essa é a grande verdade”, declarou.
Além das críticas políticas, Caiado lamentou ter perdido a oportunidade de apresentar propostas e defender seu histórico administrativo. Ele afirmou que pretendia utilizar o debate para tentar convencer eleitores descrentes da capacidade do voto de alterar os rumos do país.
O candidato citou segurança pública, educação, saúde, programas sociais, infraestrutura e equilíbrio fiscal entre os temas que pretendia abordar.
Para Caiado, o cancelamento contribui para ampliar a desconfiança dos eleitores nas instituições e no próprio processo político. Ele afirmou que decisões capazes de alterar as regras eleitorais de maneira repentina podem aumentar o descrédito dos Poderes perante a população.
“Você está vendo os responsáveis pelos poderes constituídos destruindo, levando esses poderes à ruína, ao descrédito perante a sociedade brasileira”, disse.
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