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Abert, Aner e ANJ veem ‘agressão à liberdade de imprensa’ após cancelamento de último debate antes do 1º turno
Publicado 01/10/2026 • 22:22 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/10/2026 • 22:22 | Atualizado há 1 hora
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Agência Brasil
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) criticaram nesta quinta-feira (1º) a intervenção judicial nas regras do debate presidencial da Globo e classificaram o episódio como uma “agressão à liberdade de imprensa”.
Em nota conjunta, as três entidades manifestaram “profunda indignação” e se solidarizaram com a Globo após o cancelamento do último debate presidencial previsto para o primeiro turno. Segundo as associações, as mudanças determinadas pela Justiça atingiram regras que haviam sido definidas previamente entre a emissora e os partidos.
“A interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”, afirmaram Abert, Aner e ANJ.
As associações também direcionaram as críticas para as consequências do cancelamento para os eleitores. Na avaliação das entidades, as intervenções judiciais impediram que o público acompanhasse as propostas dos candidatos que haviam sido convidados e estavam dispostos a participar do debate.
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Siga o Times | CNBC“Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate”, diz a nota.
O posicionamento foi divulgado depois que a Globo anunciou o cancelamento do encontro desta quinta-feira. Decisões judiciais tomadas pouco antes do programa modificaram regras previstas para o debate, incluindo as condições relacionadas a candidatos ausentes e a participação de Renan Santos (Missão).
Para Abert, Aner e ANJ, o ponto central do episódio está na alteração judicial de condições que já haviam sido negociadas entre a emissora e as legendas participantes. As três entidades sustentam que a interferência ultrapassou a imposição de obrigações à Globo e atingiu a própria liberdade da imprensa na organização dos debates eleitorais.
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