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Eleições 2026: Haddad abre campanha ao governo de SP com defesa de Lula e foco em justiça social
Publicado 16/08/2026 • 15:30 | Atualizado há 57 minutos
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Publicado 16/08/2026 • 15:30 | Atualizado há 57 minutos
KEY POINTS
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) abriu neste domingo (16) sua campanha eleitoral com um discurso marcado pela defesa da justiça social, da ampliação de oportunidades e do legado político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A fala ocorreu durante o lançamento da campanha de Lula à reeleição, no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo.
Haddad usou sua própria trajetória familiar para defender o papel da educação na redução das desigualdades. Filho de um comerciante que, segundo ele, veio do campo e não teve oportunidade de frequentar a escola ou de se alfabetizar, o candidato afirmou que encontrou nos livros uma forma de ampliar suas perspectivas. “É muito importante ler e estudar. É muito importante um diploma”, declarou.
Ao relacionar sua experiência pessoal às políticas educacionais dos governos petistas, Haddad destacou a expansão do acesso às universidades e programas destinados a estudantes de baixa renda. Segundo ele, iniciativas como cotas, ProUni e Fies permitiram que jovens oriundos da escola pública chegassem ao ensino superior.
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Ex-ministro da Educação nos governos Lula, Haddad afirmou que o presidente teve como uma de suas prioridades “abrir a porta das universidades pro filho do trabalhador”. Para o candidato ao governo paulista, essa política ampliou as oportunidades para brasileiros que anteriormente encontravam dificuldades para chegar ao ensino superior.
Durante o discurso, Haddad lembrou que integrou os três governos Lula e disse ter acompanhado de perto as cobranças do presidente por políticas destinadas às parcelas mais vulneráveis da população.
Segundo ele, as preocupações incluíam desde pessoas sem acesso a atendimento adequado até crianças fora da escola, mães sem creche e mulheres vítimas de violência doméstica. “Todo santo dia era um assunto diferente”, afirmou Haddad ao recordar a rotina no governo federal.
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Siga o Times | CNBCA defesa da atenção às pessoas em situação de maior vulnerabilidade ocupou parte central do discurso. Haddad afirmou que Lula procurava constantemente saber “quem estava desassistido” e cobrava seus ministros sobre as medidas adotadas para enfrentar os problemas sociais.
O candidato paulista disse ainda que as cobranças dentro do governo eram feitas em uma relação de proximidade, mesmo quando havia divergências. Segundo Haddad, ministros e presidente “choravam, brigavam e discutiam”, mas compartilhavam a convicção de que as políticas públicas deveriam alcançar aqueles que mais precisavam.
“Nós estávamos diante duma pessoa que não ia esquecer aqueles que mais precisavam, em todas as áreas”, afirmou.
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Haddad também relacionou a trajetória de Lula à defesa da soberania nacional e afirmou que o presidente contribuiu para recuperar o projeto de uma nação “soberana, democrática e justa”.
O petista declarou ainda que Lula manteve a mesma postura no relacionamento com pessoas de diferentes condições sociais e econômicas. Segundo ele, o presidente tratava funcionários e grandes empresários “sem distinção, sem preconceito”.
Na reta final do discurso, Haddad adotou um tom de mobilização eleitoral e afirmou que Lula nunca “baixou a cabeça” diante de líderes políticos, banqueiros ou empresários. Ao defender um novo mandato do presidente, vinculou a disputa eleitoral à ideia de que as decisões políticas devem ser determinadas pela população.
“Quem manda no Brasil é o povo. Não é o dinheiro e não é o poder, mas é o suor de cada trabalhador e de cada trabalhadora”, concluiu Haddad.
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