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Micron supera projeções e prevê receita de US$ 61,5 bilhões com demanda por IA

Publicado 30/09/2026 • 18:04 | Atualizado há 50 minutos

KEY POINTS

  • Micron superou as estimativas de lucro e receita no quarto trimestre fiscal, impulsionada pela demanda crescente por infraestrutura de inteligência artificial.
  • Receita quase quadruplicou em um ano, enquanto o negócio de data centers multiplicou seu faturamento por 11 e alcançou US$ 18 bilhões.
  • Fabricante projeta resultados acima das expectativas para o trimestre atual em meio à escassez mundial de chips de memória.

Wikimedia Commons

A Micron apresentou resultados acima das expectativas de Wall Street e projetou um novo avanço das receitas, beneficiada pela escassez global de chips de memória e pela forte procura por componentes destinados à infraestrutura de inteligência artificial. As ações da companhia registraram leve alta nas negociações após o fechamento do mercado nesta quarta-feira (30).

No quarto trimestre fiscal, a fabricante alcançou lucro ajustado de US$ 33,42 (R$ 172,78) por ação, acima dos US$ 31,61 (R$ 163,42) esperados pelo consenso da LSEG. A receita somou US$ 54,23 bilhões (R$ 280,36 bilhões), ante projeção de US$ 51,07 bilhões (R$ 264 bilhões).

O crescimento em relação ao ano anterior foi expressivo. O faturamento quase quadruplicou, partindo de US$ 11,32 bilhões (R$ 58,52 bilhões) no mesmo período do exercício anterior.

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O lucro líquido também avançou de forma acentuada, para US$ 37,7 bilhões (R$ 194,91 bilhões), ou US$ 32,87 (R$ 169,92) por ação. Um ano antes, a companhia havia registrado US$ 3,2 bilhões (R$ 16,54 bilhões), equivalentes a US$ 2,83 (R$ 14,63) por ação.

Micron eleva projeções para o próximo trimestre

A companhia indicou que o ritmo de crescimento deverá continuar no primeiro trimestre fiscal. A Micron espera receita de aproximadamente US$ 61,5 bilhões (R$ 317,96 bilhões) e lucro ajustado de US$ 38,15 (R$ 197,24) por ação.

As projeções ficaram acima das estimativas dos analistas consultados pela LSEG, que apontavam para receita de US$ 57 bilhões (R$ 294,69 bilhões) e lucro ajustado de US$ 35,40 (R$ 183,02) por ação.

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A perspectiva acompanha uma transformação acelerada no mercado mundial de memória. A explosão dos investimentos em IA provocou uma disputa por componentes utilizados em modelos e cargas de trabalho de inteligência artificial, enquanto os fabricantes enfrentam dificuldades para elevar a oferta no mesmo ritmo.

Essa escassez também elevou os custos das memórias e já se refletiu nos preços de produtos eletrônicos de consumo, incluindo iPads e MacBooks, da Apple.

O cenário ajudou a impulsionar as ações da Micron em mais de 500% nos últimos 12 meses.

Data centers multiplicam receita por 11

A principal divisão da Micron atualmente é a de data centers, diretamente exposta à expansão da infraestrutura necessária para IA. A receita dessa área chegou a US$ 18 bilhões (R$ 93,06 bilhões) no trimestre, onze vezes o valor registrado no mesmo período do ano anterior.

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A empresa é a única fabricante americana de memória de alta largura de banda (HBM), tecnologia formada por camadas de memória dinâmica de acesso aleatório, conhecida pela sigla DRAM.

Esses componentes ganharam importância porque processadores gráficos e centrais avançados de empresas como Nvidia e AMD precisam de quantidades crescentes de HBM para executar cargas de trabalho de inteligência artificial.

A demanda, porém, ultrapassou a capacidade atual de produção dos principais fornecedores mundiais.

US$ 250 bilhões para ampliar produção

Para aproveitar a expansão do mercado, a Micron está destinando US$ 250 bilhões (R$ 1,29 trilhão) à construção de dois novos complexos para fabricação de HBM.

O maior deles começou a ser construído em Clay, no estado de Nova York, em janeiro. Uma nova fábrica em Boise, Idaho, deverá começar a operar no próximo ano.

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As concorrentes sul-coreanas SK Hynix e Samsung, líderes globais desse mercado, também estão realizando grandes investimentos para ampliar suas fábricas de HBM na Coreia do Sul.

Embora tenha a menor participação no mercado de HBM entre as três fabricantes, a Micron já ultrapassou US$ 1,2 trilhão (R$ 6,2 trilhões) em valor de mercado.

O CEO da companhia, Sanjay Mehrotra, participou na terça-feira (29) de uma cúpula sobre regulamentação de inteligência artificial organizada pelo presidente Donald Trump. Dias antes, o executivo esteve em um jantar na Casa Branca com o presidente chinês Xi Jinping, durante a primeira visita do líder da China aos Estados Unidos em mais de uma década.

A direção da Micron discutirá os resultados com analistas em uma teleconferência marcada para 16h30 no horário da Costa Leste dos Estados Unidos.

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