Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
DECISÃO 2026: Meta atribui queda no alcance de Lula a falhas técnicas e nega favorecer Flávio Bolsonaro
Publicado 11/10/2026 • 17:45 | Atualizado há 44 minutos
Justiça dos EUA investiga emissoras após suspensão da cobertura de Trump
Avaliadores independentes ganham protagonismo na segurança da inteligência artificial, mas enfrentam desafios de financiamento e independência
Trump diz que ‘vai analisar’ a possibilidade de se juntar à Arábia Saudita na luta contra os houthis após ataque em aeroporto
Alta demanda por GPUs da Nvidia amplia opções de computação em nuvem
Lululemon e Under Armour reduzem portfólio para impulsionar resultados
Publicado 11/10/2026 • 17:45 | Atualizado há 44 minutos
KEY POINTS
Foto: Wikimedia Commons
A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, negou favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais e atribuiu a problemas técnicos a redução do alcance de publicações ligadas à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação ocorre após o partido questionar o funcionamento das plataformas durante a disputa presidencial.
A controvérsia chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), acionados pela campanha petista diante de suspeitas de interferência no processo eleitoral. O TSE estabeleceu prazo de 48 horas para que a empresa apresentasse explicações sobre as acusações.
Em resposta, a companhia rejeitou a hipótese de tratamento privilegiado ao candidato do PL e sustentou que as falhas identificadas não ficaram restritas ao Brasil nem atingiram exclusivamente determinadas contas. A Meta também declarou que respeita a legislação eleitoral e busca garantir condições iguais de utilização de suas plataformas.
Leia também: TSE dá 48 horas para Meta explicar suposta restrição a conteúdos da campanha de Lula no Instagram
Um levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT identificou que a página de Flávio Bolsonaro apresentava, em média, 2,96 vezes mais engajamento do que a de Lula, embora o senador tivesse 17,2% menos seguidores. Os números foram apresentados pelo partido para sustentar seus questionamentos sobre o alcance das publicações.
A campanha petista afirma que a explicação oferecida pela empresa não foi acompanhada de provas de que as falhas também atingiram outros candidatos brasileiros. “A empresa alega que essa ‘falha’ afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso”, declarou o partido em comunicado.
Em nota, a Meta classificou as acusações como infundadas. “As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, informou.
Leia também: Campanha de Lula aciona TSE e ANPD contra a Meta por restrições no Instagram
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCPara a equipe de Lula, os episódios levantam “fortes suspeitas de tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro”. A campanha também afirma que a empresa reconheceu problemas no funcionamento das plataformas, mas voltou a atribuí-los a questões técnicas.
O comunicado do PT relaciona ainda a controvérsia a propostas defendidas pelo partido, como o fim das apostas esportivas, conhecidas como bets, e da escala de trabalho 6×1. A legenda também menciona possíveis cortes em programas sociais, que classifica como “tesouraço”.
O debate sobre a atuação política das plataformas digitais ganhou outra dimensão em janeiro de 2025, quando Donald Trump iniciou um novo mandato na Presidência dos Estados Unidos. Na ocasião, Mark Zuckerberg, controlador da Meta, anunciou que trabalharia ao lado do republicano contra países e governos que defendessem a regulação das redes sociais.
Leia também: Eleições de 2026 acabam com ‘neutralidade’ das big techs, diz Fabiano Rosa
As discussões sobre o uso de dados pessoais para influenciar eleições têm entre seus episódios mais conhecidos o caso da Cambridge Analytica. A empresa coletou informações de dezenas de milhões de usuários do Facebook para direcionar conteúdos políticos durante a eleição presidencial americana de 2016, vencida por Donald Trump, e na campanha favorável ao Brexit, no Reino Unido.
Em março de 2018, o Facebook Inc., posteriormente rebatizado como Meta, reconheceu falhas em seus sistemas que permitiram a coleta em larga escala de informações utilizadas pela Cambridge Analytica nas campanhas.
O episódio também teve consequências financeiras para a companhia. Em julho de 2019, a então Facebook Inc. recebeu uma multa de US$ 5 bilhões (R$ 24,95 bilhões) da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC), sob a acusação de ter enganado usuários sobre os mecanismos disponíveis para controlar a privacidade de seus dados.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Master Capixaba: justiça suspende reunião da Apex Partners que decidiria impedimento de voto do fundador
2
DENÚNCIA: Instituto Lula recebeu propina de Vorcaro em troca de negócios com o governo; PGR e PF dão outras versões
3
Caso Master: mensagens de Vorcaro revelam negócios com filha de Otto Alencar e aliado de Jaques Wagner, ex-ministro de Lula
4
Fachin anuncia que vai arquivar inquérito das fake news, aberto há mais de 7 anos
5
Herdeiros de Michael Jackson gastam quase R$ 100 milhões em apenas um ano