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DECISÃO 2026: saiba como a propaganda eleitoral chega à TV e onde ocorreu a falha no programa de Flávio
Publicado 12/10/2026 • 18:04 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 12/10/2026 • 18:04 | Atualizado há 40 minutos
KEY POINTS
Foto: Senado Federal
A propaganda eleitoral gratuita exibida em todo o Brasil passa por uma central de recebimento e transmissão instalada na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. É nesse local, conhecido como Pool de Mídia, que os programas enviados pelas campanhas presidenciais são preparados antes de chegar às emissoras de televisão. O funcionamento dessa estrutura ganhou atenção nesta segunda-feira (12), após uma falha deixar sem áudio o programa do candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Embora funcione dentro do tribunal, o pool é organizado pelas próprias emissoras de rádio e televisão, em colaboração com o TSE. A estrutura centraliza o recebimento dos materiais, organiza a ordem de exibição e gera o sinal distribuído nacionalmente. Assim, os partidos não precisam encaminhar individualmente os programas em bloco a cada canal de televisão.
No episódio desta segunda-feira, o TSE informou que os áudios das duas propagandas presidenciais previstas para as 13h não foram carregados durante a finalização das mídias. O problema foi corrigido antes da exibição do programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas o material de Flávio já havia sido transmitido sem som.
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A primeira etapa cabe às campanhas, que produzem os vídeos e encaminham os arquivos eletrônicos da propaganda, acompanhados das informações exigidas pela Justiça Eleitoral. Os partidos também precisam credenciar as pessoas autorizadas a entregar os materiais e apresentar os chamados mapas de mídia.
No caso dos programas presidenciais em bloco, os arquivos são recebidos pelo Pool de Mídia, instalado no quinto andar do edifício-sede do TSE. A central reúne os materiais enviados pelas candidaturas e prepara a sequência que será transmitida às emissoras, de acordo com o plano aprovado pela Justiça Eleitoral.
Depois da organização e da preparação técnica, o sinal é gerado diretamente das instalações do TSE e distribuído via satélite. As emissoras recebem esse sinal para retransmitir a propaganda em rede aos telespectadores de todo o país.
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O Pool de Mídia das Eleições 2026 começou a funcionar em agosto e conta com equipes encarregadas do recebimento dos arquivos e da geração do sinal. Segundo as orientações do TSE, a operação inclui testes de equipamentos, áudio e vídeo, simulações de transmissão e sistemas alternativos para situações de falha.
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Siga o Times | CNBCA Empresa Brasil de Comunicação (EBC) também participa da cadeia de distribuição do sinal, mas informou que não tem acesso aos arquivos originais das campanhas. Segundo a empresa, os materiais são enviados a um sistema sob responsabilidade do pool, que realiza a conferência antes da transmissão. A EBC negou que a falha desta segunda-feira tenha tido origem em sua operação.
No segundo turno, a propaganda presidencial em bloco é exibida de segunda-feira a sábado, com dez minutos por transmissão, divididos igualmente entre os candidatos: cinco minutos para Flávio e cinco para Lula. A ordem de apresentação se alterna conforme o plano de mídia aprovado pelo tribunal.
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Segundo o esclarecimento oficial, o problema surgiu na finalização das mídias, quando os áudios dos dois programas presidenciais não foram carregados. Como a propaganda de Flávio foi exibida primeiro, o público assistiu às imagens sem conseguir ouvir a mensagem da campanha.
A equipe do candidato afirmou que o arquivo original havia sido entregue com áudio. Após a transmissão, Flávio publicou um vídeo nas redes sociais questionando o episódio. “Eles acham que vão calar minha voz. Não vão calar, não vão conseguir, não adianta”, declarou.
O TSE confirmou que o arquivo de Flávio foi corrigido e será reexibido, conforme as regras eleitorais. O tribunal não informou, no comunicado, a data e o horário da nova transmissão. A explicação oficial atribui o episódio a uma falha técnica, mas não detalha qual equipamento ou procedimento provocou a ausência do som.
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O processo descrito vale para os programas transmitidos em rede nacional, como os exibidos no horário eleitoral das 13h. Já as inserções curtas, distribuídas ao longo da programação, seguem outro procedimento de entrega às emissoras, com utilização de plataformas digitais certificadas e organização conforme os respectivos mapas de mídia.
No segundo turno, além dos blocos, cada candidatura dispõe de 12 minutos e 30 segundos diários em inserções, dentro do total de 25 minutos reservado à propaganda presidencial. Por isso, é importante distinguir os dois formatos ao analisar a responsabilidade pela preparação e pela veiculação dos arquivos.
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