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Flávio usa propaganda eleitoral para associar Lula à crise no STF e a Moraes

Publicado 16/09/2026 • 08:45 | Atualizado há 14 minutos

KEY POINTS

  • Flávio Bolsonaro usou a propaganda eleitoral para associar Lula à crise no STF e ao ministro Alexandre de Moraes.
  • A crise no Supremo já aparece de forma recorrente na campanha, com críticas também de outros presidenciáveis à atuação da Corte.
  • O programa também apresentou propostas de governo e retomou temas que Flávio já vinha explorando em atos e discursos de campanha.
Flavio

Lula Marques Agência Brasil

Flávio Bolsonaro usou programa eleitoral para associar Lula à crise no STF e a Alexandre de Moraes.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) usou a propaganda eleitoral desta terça-feira (15) para associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes.

Em vídeo gravado em formato semelhante a um pronunciamento presidencial, Flávio afirmou que o governo criou um “desequilíbrio institucional” e acusou Lula de dividir poder com uma parcela do Supremo. O material foi exibido no mesmo dia em que a Corte discutiu os processos envolvendo Moraes e André Mendonça.

“O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum. Sem comando”, afirmou o candidato durante a propaganda.

Leia também: STF deixa futuro dos casos Moraes e Mendonça em aberto após pedido de vista de Dino

Crise no STF vira tema de campanha

A crise no Supremo passou a ocupar um espaço recorrente na disputa presidencial. Flávio Bolsonaro vem tentando associar o desgaste da Corte ao presidente Lula e a Alexandre de Moraes, um movimento que já apareceu em outros atos e discursos da campanha.

Na propaganda desta terça-feira, o candidato chamou o caso envolvendo Moraes de “escândalo” e afirmou que ministros indicados por Lula teriam atuado para “blindar” o magistrado. A sessão do STF terminou sem decisão após pedido de vista de Flávio Dino.

O tema já vinha sendo explorado por outros presidenciáveis. No dia 7 de Setembro, Flávio voltou a associar Lula a Moraes e pediu a saída do ministro. Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos também fizeram críticas públicas à atuação do Supremo.

Desde o início de setembro, as investigações relacionadas a Moraes, Daniel Vorcaro e ao Banco Master aparecem com frequência no discurso eleitoral dos candidatos.

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Flávio também é investigado no caso Master

Ao mesmo tempo em que usa a crise envolvendo o STF e o Banco Master como tema de campanha, Flávio Bolsonaro também é investigado em uma das frentes do caso.

Documentos da Polícia Federal apontam uma sequência de encontros, ligações e mensagens entre o candidato e Daniel Vorcaro. Segundo relatório da PF, a primeira mensagem direta entre os dois registrada pelos investigadores ocorreu em agosto de 2025. Flávio admite ter pedido recursos ao ex-banqueiro, mas nega ter recebido valores diretamente.

Outra investigação envolve o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio aparece como interlocutor de Vorcaro nas negociações envolvendo recursos para a produção, e a defesa do candidato chegou a pedir que André Mendonça, e não Flávio Dino, assumisse a relatoria do caso.

Mendonça retirou posteriormente o sigilo de investigações relacionadas a Flávio, além de apurações envolvendo Jaques Wagner e Ciro Nogueira. Entre os documentos estão materiais sobre o financiamento de “Dark Horse”.

Candidato apresenta propostas

Além das críticas ao governo e ao Supremo, Flávio utilizou o programa para apresentar propostas de campanha.

Entre elas estão a classificação do PCC, do Comando Vermelho e de milícias como organizações narcoterroristas, medidas para redução dos juros e da dívida pública e o compromisso de não disputar a reeleição caso seja eleito presidente.

O candidato também afirmou que pretende indicar cinco ministros ao STF que, segundo ele, respeitem a Constituição e não defendam “interesses pessoais”.

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