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Agrishow: New Holland acelera expansão industrial com aporte de R$ 100 milhões no Paraná

Publicado 28/04/2026 • 18:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Durante a Agrishow, CNH anuncia investimento superior a R$ 100 milhões para fábrica em Curitiba.
  • Empresa projeta mercado de máquinas agrícolas entre estabilidade e queda de até 5% em 2026.
  • Pressão sobre renda no campo afeta colheitadeiras, enquanto tratores de até 100 cavalos seguem firmes.

Na Agrishow, principal vitrine do agronegócio brasileiro, a New Holland anunciou um investimento superior a R$ 100 milhões para ampliar sua operação industrial no país e preparar uma nova linha de plataformas de alta performance para colheitadeiras de grãos. O aporte será destinado à fábrica da CNH em Curitiba (PR).

O anúncio foi feito por Eduardo Kerbauy de Freitas Luís, vice-presidente de Marketing da CNH para a América Latina, durante coletiva realizada nesta terça-feira, 28, na 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

Segundo o executivo, a unidade paranaense será preparada para produzir equipamentos voltados à colheita, com modelos desenvolvidos para atender de forma específica cada máquina do portfólio da companhia.

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“O investimento foi na ordem de mais de R$ 100 milhões. Estamos falando do investimento feito na fábrica de Curitiba para preparar a produção dessa nova linha de plataformas”, afirmou.

Agrishow expõe cautela do setor para 2026

Mesmo com o anúncio de expansão na Agrishow, a avaliação da empresa para o mercado de máquinas agrícolas no próximo ano segue conservadora.

Kerbauy disse que a expectativa da companhia para 2026 varia entre estabilidade e retração de até 5% nas vendas totais do setor. Segundo ele, o cenário reflete o elevado endividamento do produtor rural, juros altos, custos pressionados e queda nos preços dos grãos, fatores que reduzem a capacidade de investimento no campo.

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O executivo ponderou que a renovação da frota depende menos da receita bruta e mais da rentabilidade efetiva da atividade agrícola.

Colheitadeiras sofrem mais pressão

Na visão da empresa, a perda de margem no segmento de grãos impacta diretamente a demanda por colheitadeiras, hoje um dos nichos mais sensíveis do mercado.

“A perda de rentabilidade está mais acentuada na parte de grãos. Por isso, quando eu falo de colheitadeiras de grãos, ela tem uma dinâmica um pouquinho mais afetada e é um segmento que está sentindo mais nas vendas”, destacou.

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Por outro lado, os tratores de menor porte continuam apresentando desempenho mais resiliente. “Já os tratores de 100 cavalos continuam com uma boa tendência de vendas”, ressaltou.

Agrishow ainda sem balanço fechado

Questionado sobre os resultados comerciais da feira, Kerbauy evitou antecipar números e afirmou que muitos negócios iniciados na Agrishow costumam ser concluídos após o encerramento do evento.

“A nossa expectativa é a de que praticamente se mantenha o nível de vendas. Mas eu prefiro passar uma visão da Agrishow após esse fechamento. Agora é prematuro”, explicou.

Biocombustíveis entram na estratégia

Durante a Agrishow, a New Holland também reforçou sua estratégia para máquinas movidas a combustíveis alternativos. Segundo o executivo, o foco inicial está no metano, visto como solução escalável globalmente.

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“A New Holland escolheu trabalhar primeiro com a parte de metano, pensando que, globalmente, é o denominador comum que nós temos na evolução de produtos”, afirmou.

Ele acrescentou que outras fontes energéticas poderão ser incorporadas no futuro.

No Brasil, pecuária, agricultura em geral e especialmente a cadeia da cana-de-açúcar foram citadas como setores com forte potencial de geração de biogás, o que pode favorecer a adoção dessa tecnologia no campo.

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