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El Niño exige que empresas incorporem riscos climáticos ao planejamento, diz Tatiana Sasson
Publicado 31/07/2026 • 18:49 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 31/07/2026 • 18:49 | Atualizado há 3 meses
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Os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a integrar o planejamento estratégico das empresas, segundo Tatiana Sasson, head de Impacto da Lightrock na América Latina e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. A executiva afirmou que a expectativa de um novo ciclo severo do El Niño entre o fim de 2026 e 2027 reforça a necessidade de as companhias ampliarem ações de gestão de riscos e adaptação às mudanças climáticas.
Segundo ela, os episódios extremos têm se tornado mais frequentes e intensos em diferentes partes do mundo, trazendo impactos sobre a economia, a infraestrutura e a rotina da população. A previsão para o próximo ciclo do El Niño indica temperaturas médias de até 2°C acima do padrão histórico em determinados períodos.
A executiva lembrou que o Brasil ainda convive com os efeitos das enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 e destacou que o fenômeno costuma provocar chuvas intensas na Região Sul, ao mesmo tempo em que favorece períodos prolongados de estiagem no Norte do País.
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Tatiana afirmou que praticamente todos os segmentos da economia podem ser afetados por um novo episódio severo do El Niño, embora o agronegócio esteja entre os primeiros a sentir seus efeitos.
Segundo ela, perdas de produtividade provocadas por seca ou excesso de chuvas tendem a afetar as safras, pressionando os preços dos alimentos e ampliando os efeitos sobre outros setores.
“Uma quebra de safra acaba gerando maior inflação. Há estimativas de que um El Niño severo possa acrescentar entre 0,8 e 1,6 ponto percentual à inflação de alimentos”, destacou.
Ela acrescentou que os impactos se espalham pela economia por meio da logística, do transporte e do abastecimento. Como exemplo, citou as dificuldades para o escoamento da produção em períodos de seca no rio Amazonas.
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A executiva também mencionou os efeitos recentes da onda de calor na Europa, que, segundo ela, afetou milhões de pessoas, provocou prejuízos bilionários e alterou hábitos cotidianos da população em alguns países.
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Siga o Times | CNBCOutro ponto de atenção, segundo Tatiana, é a segurança energética. Embora o Brasil inicie esse período com reservatórios em níveis considerados adequados, a intensidade do fenômeno poderá pressionar os custos de geração e o preço da energia.
Ela estima que a conta de luz poderá registrar aumento entre 2% e 5%, dependendo da severidade do fenômeno.
Além da geração hidrelétrica, a executiva ressaltou que eventuais impactos sobre as safras de cana-de-açúcar e milho também podem afetar a produção de biocombustíveis, importantes para a matriz energética brasileira.
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“O Brasil tem mostrado bastante resiliência pelo uso de biocombustíveis, mas precisamos acompanhar como o El Niño poderá afetar as safras de cana e milho, que também têm papel importante para o setor de transportes”, afirmou.
Na avaliação de Tatiana, o avanço dos eventos climáticos reforça que sustentabilidade não pode mais ser encarada apenas como uma questão reputacional pelas empresas.
Para ela, a principal lição é que organizações precisam identificar riscos, desenvolver planos de resposta e fortalecer sua capacidade de adaptação diante de eventos extremos.
“Não basta pensar apenas em prevenção. Também precisamos olhar para frente e entender como reduzir nosso impacto ambiental para que esses fenômenos extremos não se tornem ainda mais severos”, concluiu.
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