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Tarifaço: cafés especiais esperam forte retomada nos embarques aos EUA
Publicado 21/11/2025 • 11:38 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 21/11/2025 • 11:38 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) comemora a retirada total das tarifas impostas pelos Estados Unidos às importações de cafés especiais do Brasil. A mudança, oficializada na quarta-feira (20) por meio de uma nova Ordem Executiva assinada pelo presidente americano Donald Trump, elimina tanto a tarifa-base de 10% quanto o adicional de 40% aplicado desde agosto.
A medida corrige uma distorção que afetou diretamente a relação entre o maior produtor e exportador global de café, o Brasil, e o maior mercado consumidor, os Estados Unidos. Para o setor, o tarifaço comprometeu um fluxo comercial que historicamente tem forte peso na renda dos produtores e exportadores de cafés especiais.
Entre agosto e outubro — período de vigência das tarifas adicionais — os embarques de cafés especiais aos Estados Unidos recuaram cerca de 55%. As exportações passaram de 412 mil sacas de 60 kg, no mesmo trimestre de 2024, para 190 mil sacas neste ano.
A BSCA afirma que a retirada das tarifas abre caminho para uma recomposição gradual dos volumes exportados, com expectativa de normalização das vendas nos próximos meses. Os Estados Unidos seguem como o principal mercado importador de cafés especiais brasileiros, e a interrupção do fluxo comercial havia criado incertezas para produtores e exportadores.
A entidade agradeceu o trabalho coordenado entre os diferentes elos da cadeia produtiva para reverter o tarifaço. O movimento envolveu a Associação Brasileira das Indústrias de Café (ABIC), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e o Conselho Nacional do Café (CNC).
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Siga o Times | CNBCA BSCA também reconheceu o papel das articulações conduzidas pelo governo brasileiro, que contribuíram para o desfecho favorável. Segundo a entidade, o esforço conjunto foi determinante para restabelecer as condições de competitividade no principal mercado de destino.
Com a eliminação das tarifas, a projeção é que o Brasil recupere participação nos blends norte-americanos e volte a operar em linha com o histórico de exportações. O setor avalia que o impacto negativo dos últimos meses pode ser revertido ao longo de 2025, desde que não ocorra nova intervenção tarifária.
A BSCA vê a decisão como oportunidade para fortalecer relações comerciais, ampliar a presença dos cafés especiais brasileiros e reforçar o papel do país como líder global no segmento.
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