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CNA alerta para impacto da tarifa dos EUA no agro, mas vê avanço em lista de exceções
Publicado 16/07/2026 • 20:15 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 16/07/2026 • 20:15 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Divulgação / CNA
Pescado
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou nesta quinta-feira (16) que recebeu com preocupação a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, embora tenha reconhecido avanços na ampliação da lista de exceções que beneficiou parte do agronegócio.
Segundo a entidade, com a inclusão de novos produtos isentos da medida, 63,5% do valor das exportações do agronegócio brasileiro para os EUA ficará fora da sobretaxa. Em relação à proposta preliminar apresentada em junho, o governo americano ampliou a lista para 2.126 linhas tarifárias, passando a contemplar itens como pescados, mel e café solúvel.
Na avaliação da CNA, a ampliação das exceções é resultado da atuação conjunta da entidade e de outros representantes do setor privado junto às autoridades americanas. De acordo com o governo americano, a decisão levou em conta a dependência da indústria americana de determinados insumos brasileiros, a insuficiência da produção doméstica e os possíveis impactos sobre cadeias consideradas estratégicas.
Apesar disso, uma parcela importante das exportações continuará sendo afetada. Entre os produtos sujeitos à tarifa adicional estão madeira, arroz, uva, ovos e açúcar, que somaram cerca de US$ 4,6 bilhões em exportações para o mercado americano em 2025.
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Siga o Times | CNBCA CNA destacou que participou de todas as etapas da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), apresentando contribuições técnicas, participando das consultas públicas e das audiências realizadas em Washington.
Segundo a entidade, durante o processo foi defendido que a competitividade do agronegócio brasileiro decorre de ganhos de produtividade, inovação e investimentos realizados ao longo de décadas, e não de práticas comerciais desleais. A confederação também reforçou a importância da relação comercial entre Brasil e EUA e da complementaridade entre as cadeias produtivas dos dois países.
A CNA afirmou que continuará atuando em defesa do setor agropecuário brasileiro, apoiando as cadeias afetadas e buscando soluções que preservem e fortaleçam o comércio bilateral.
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