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Tarifaço: setor de calçados vê avanço, mas ficou fora dos cortes e espera solução até o fim do ano
Publicado 21/11/2025 • 10:33 | Atualizado há 3 semanas
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Unsplash.
setor de calçados vê lista de Trump com otimismo e espera solução até o fim do ano
A indústria brasileira de calçados recebeu com otimismo a decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas aplicadas a uma parte relevante dos produtos brasileiros exportados ao país. A medida, anunciada neste dia 20, não incluiu os calçados na lista de exclusões, mas foi interpretada pelo setor como um passo importante para destravar o impasse tarifário em vigor desde agosto.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), os calçados seguem submetidos à tarifa extraordinária de 50%, criada pelo governo Trump, e que vem afetando diretamente empresas exportadoras, sobretudo no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Mesmo assim, a entidade vê espaço para avanço nas próximas semanas.
“Os Estados Unidos são o principal destino do calçado brasileiro no exterior e o tarifaço de 50% vem prejudicando o setor desde que entrou em vigência”, afirma o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira.
“A retirada de mais de 400 itens da lista é um sinal claro de que as negociações estão avançando. Estamos esperançosos de que uma solução também ocorra para calçados até o final de 2025.”
Em outubro, o Brasil exportou 674,2 mil pares de calçados aos EUA — cerca de 310 mil pares abaixo da média histórica dos últimos dez anos para o mesmo mês.
O setor teme que a continuidade da tarifa elevada comprometa contratos, margens e competitividade frente a concorrentes com acesso preferencial ao mercado norte-americano.
De janeiro a junho de 2025, o Brasil exportou aos Estados Unidos US$ 111,8 milhões, equivalentes a 5,8 milhões de pares. Os norte-americanos respondem por mais de 20% do valor total gerado pelas exportações de calçados, reforçando o peso estratégico do mercado.
Apesar da ausência dos calçados na lista atual, a Abicalçados avalia que o ambiente de negociação melhorou significativamente. A entidade afirma que mantém diálogo contínuo com autoridades brasileiras e norte-americanas para tentar reverter a tarifa ainda em 2025.
“A sinalização é positiva. A expectativa é de que a resolução final aconteça até o fim deste ano”, diz Ferreira.
O setor aposta que a exclusão de centenas de produtos brasileiros da lista abre espaço para uma revisão mais ampla, que possa contemplar segmentos intensivos em mão de obra como o de calçados — responsável por dezenas de milhares de empregos diretos e por forte presença industrial no Sul e Sudeste.
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