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Carne brasileira tem venda recorde nos países árabes

Publicado 15/01/2026 • 13:34 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Exportações de carne bovina do Brasil aos países árabes somam US$ 1,79 bilhão em 2025, segundo recorde anual consecutivo
  • Egito, Arábia Saudita e Argélia lideram compras de carne brasileira, com altas expressivas nas importações em 2025
  • Venda de carne bovina sustenta desempenho do agronegócio brasileiro no comércio com países árabes em 2025
Exportações de carne bovina do Brasil aos países árabes somam US$ 1,79 bilhão em 2025, segundo recorde anual consecutivo

Exportações de carne bovina do Brasil aos países árabes somam US$ 1,79 bilhão em 2025, segundo recorde anual consecutivo

As exportações brasileiras de carne bovina para os países árabes encerraram 2025 com novo recorde de receitas, consolidando o segundo ano consecutivo de crescimento nas vendas ao bloco. Segundo dados da Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, o faturamento com o produto alcançou US$ 1,79 bilhão, alta de 1,91% em relação a 2024.

O desempenho foi sustentado principalmente pela expansão das vendas em mercados tradicionais e pela consolidação de destinos que passaram a ganhar relevância nos últimos anos. O Egito manteve a liderança como principal comprador da carne bovina brasileira, com receitas de US$ 375,35 milhões, avanço de 24,53% em 12 meses. A Arábia Saudita apareceu na sequência, com US$ 333,10 milhões, crescimento de 29,90% no mesmo período.

Além dos parceiros históricos, a Argélia ganhou destaque ao intensificar as compras desde 2024. Em 2025, as aquisições do país avançaram 40,56%, somando US$ 286,58 milhões em receitas para os exportadores brasileiros. O movimento reflete a ampliação da presença dos frigoríficos nacionais na região e a busca dos países árabes por maior segurança no abastecimento de alimentos.

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De acordo com a Câmara Árabe-Brasileira, parte da demanda adicional está associada à estratégia de reforço de estoques adotada por diversos países do bloco, em meio a preocupações com possíveis desorganizações nas cadeias globais de suprimentos. O cenário foi influenciado pelo aumento de barreiras comerciais e pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos a diferentes fornecedores, incluindo o Brasil, que responde por cerca de metade dos alimentos importados pelos países árabes.

“O Brasil foi particularmente beneficiado na carne bovina porque havia maior disponibilidade do produto. Mesmo com o reforço de estoques limitando espaço para outros itens, o resultado geral foi bastante positivo”, afirmou Mohamad Mourad, secretário-geral da entidade.

Apesar do desempenho da carne bovina, o comércio total entre Brasil e países árabes apresentou retração em 2025. As exportações brasileiras ao bloco somaram US$ 21,34 bilhões, queda de 9,81% em relação ao ano anterior. A redução é atribuída à desvalorização de commodities, ao impacto de um foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul no primeiro trimestre – que afetou as vendas de frango – e ao ajuste nos níveis de estoques realizado por importadores.

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Ainda assim, a pauta exportadora seguiu diversificada. Açúcar liderou as vendas, com US$ 4,63 bilhões, seguido por frango (US$ 3,34 bilhões), milho (US$ 3,07 bilhões), minério de ferro (US$ 2,65 bilhões) e carne bovina (US$ 1,79 bilhão). Emirados Árabes Unidos, Egito e Arábia Saudita permaneceram como os principais parceiros comerciais do Brasil na região.

No agronegócio, as exportações totalizaram US$ 15,91 bilhões, o equivalente a 72,5% do total vendido aos países árabes em 2025. O desempenho foi impactado pela queda em alguns segmentos, mas chamou atenção o avanço nas vendas de insumos ligados à produção de proteínas animais, como milho e gado vivo para abate.

Mesmo diante dos incentivos à produção local adotados por países como a Arábia Saudita, a proteína brasileira manteve espaço relevante na região. Para a Câmara Árabe-Brasileira, os sinais observados no último trimestre de 2025, quando as exportações cresceram 8,2% em relação ao mesmo período de 2024, indicam um cenário de retomada em 2026, impulsionado pela normalização do comércio e pela formação de estoques para o Ramadã.

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