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Crédito agro cresce, mas 34% dos profissionais carecem de qualificação específica
Publicado 22/02/2026 • 20:15 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 22/02/2026 • 20:15 | Atualizado há 3 meses
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Agro
O avanço do crédito no agronegócio brasileiro tem ampliado a demanda por qualificação técnica. Levantamento do Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio aponta que 34,1% dos profissionais que atuam na área têm apenas graduação em administração ou economia, sem formação especializada. Ao mesmo tempo, 62,1% demonstram interesse em capacitação específica para atuar com crédito rural.
O dado surge em um contexto de expansão do volume de recursos e de maior complexidade das operações. Segundo o Ministério da Agricultura, o Plano Safra 2024/25 disponibiliza R$ 508,59 bilhões em crédito rural. O agronegócio responde por mais de 25% do PIB brasileiro, o que eleva o peso das decisões de financiamento e gestão de risco.
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O crescimento do montante ofertado ao setor amplia a responsabilidade de bancos, cooperativas e tradings na concessão de crédito. Operações estruturadas, exposição a riscos climáticos e volatilidade de preços exigem análises técnicas mais detalhadas.
De acordo com Mayra Delfino, CEO do CONACREDI, o aumento do volume de recursos foi acompanhado por maior pressão por eficiência e controle de risco. “Sem formação técnica específica, decisões de crédito podem comprometer resultados e gerar impactos em toda a cadeia do agronegócio”, afirma.
A necessidade de especialização se intensifica diante da multiplicidade de instrumentos financeiros utilizados no campo, como CPRs, barter, hedge e operações estruturadas vinculadas a exportações.
Em resposta à lacuna identificada, o CONACREDI firmou parceria com a Harven Agribusiness School para lançar o MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio. O curso tem início previsto para março de 2026, formato híbrido, duração de 15 meses e reconhecimento pelo MEC.
O programa é direcionado a profissionais que atuam diretamente na concessão de crédito no agro. A proposta é priorizar a aplicação prática, com corpo docente formado por executivos do setor financeiro, tradings e empresas do agronegócio. Não há exigência de TCC teórico.
Segundo a organização, a iniciativa busca elevar o nível técnico das decisões financeiras, reduzir assimetrias de informação e fortalecer a governança em um setor que movimenta centenas de bilhões de reais por safra.
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