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Em setembro, safra prevista pelo IBGE para 2026 é de 354,5 milhões de toneladas

Publicado 15/10/2026 • 10:19 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 354,5 milhões de toneladas em 2026, segundo a estimativa de setembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • O volume representa um recorde na série histórica do instituto e supera em 2,4% o resultado de 2025, quando foram colhidas 346,1 milhões de toneladas.
  • Na comparação com agosto de 2026, a estimativa aumentou 0,4%, o equivalente a 1,6 milhão de toneladas.
Agronegócio

Foto: Magnific

A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 354,5 milhões de toneladas em 2026, segundo o IBGE.

A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 354,5 milhões de toneladas em 2026, segundo a estimativa de setembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa um recorde na série histórica do instituto e supera em 2,4% o resultado de 2025, quando foram colhidas 346,1 milhões de toneladas.

Na comparação com agosto de 2026, a estimativa aumentou 0,4%, o equivalente a 1,6 milhão de toneladas. A área prevista para colheita também cresceu, com alta de 2% em relação ao ano anterior, passando de 81,6 milhões para 83,2 milhões de hectares. Frente ao mês anterior, o avanço foi de 0,2%, ou 143,7 mil hectares.

Soja, milho e arroz concentram a maior parte da produção nacional. Juntos, os três produtos representam 93% do volume estimado para a safra e ocupam 87,3% da área prevista para colheita.

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Soja e milho avançam, enquanto arroz e trigo recuam

A produção de soja deve alcançar 175 milhões de toneladas em 2026, alta de 5,4% em relação ao ano anterior. A área destinada à colheita do grão também aumentou, com avanço de 1,3%.

Para o milho, a estimativa é de 143,3 milhões de toneladas, crescimento de 1,1% na comparação com 2025. Desse total, 29,7 milhões de toneladas correspondem à primeira safra, alta de 15,5%, enquanto a segunda safra deve somar 113,6 milhões de toneladas, queda de 2%.

A área prevista para colheita de milho cresceu 2,5%. O avanço foi de 8% na primeira safra e de 1,1% na segunda.

Em sentido contrário, a produção de arroz deve recuar 11,4% em relação a 2025, para 11,2 milhões de toneladas. A área a ser colhida também diminuiu, com queda de 12,6%.

O trigo apresenta uma das maiores retrações entre as culturas analisadas. A estimativa de produção é de 5,9 milhões de toneladas, redução de 24% em relação ao ano anterior. A área prevista para colheita deve cair 20,9%.

A produção de algodão herbáceo em caroço está estimada em 9,5 milhões de toneladas, recuo de 3,9%, enquanto a de sorgo deve alcançar 6 milhões de toneladas, alta de 11%. Para o feijão, a previsão é de queda de 6,6% na produção e de 2,9% na área a ser colhida. No caso do algodão, a área deve diminuir 4,9%, enquanto a do sorgo deve crescer 26,9%.

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Cana-de-açúcar e café têm revisões positivas em setembro

Na comparação com agosto de 2026, o IBGE revisou para cima as estimativas de produção de diversas culturas. Entre os destaques estão a cana-de-açúcar, com aumento de 4,8%, e o café arábica, com alta de 4,1%.

Também houve revisões positivas para o algodão herbáceo em caroço (3%), o sorgo (2,6%), a uva (2,3%), o milho de segunda safra (1,4%), o café canephora (0,7%) e a soja (0,1%).

Por outro lado, as estimativas recuaram para o trigo, com queda de 6,2% em relação a agosto, e para a laranja, com redução de 5,7%. Também foram registradas baixas no tomate (5,5%), na cevada (2,2%), na aveia (0,5%) e no milho de primeira safra, cuja variação foi próxima de zero.

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Centro-Oeste responde por metade da produção nacional

O Centro-Oeste concentra 50,4% da produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas prevista para 2026, com 178,6 milhões de toneladas. Na sequência, aparece a Região Sul, com 86,3 milhões de toneladas, seguida pelo Sudeste, com 31,1 milhões, pelo Nordeste, com 27,7 milhões, e pelo Norte, com 22,3 milhões.

Na comparação anual, todas as regiões apresentam crescimento na estimativa de produção. O Nordeste registra a maior alta, de 9,6%, seguido pelo Sul (6,2%), Sudeste (0,4%), Norte (0,6%) e Centro-Oeste (0,1%).

Em relação a agosto, as estimativas aumentaram no Nordeste (2,2%), no Norte (0,7%), no Sudeste (0,4%) e no Centro-Oeste (0,4%). A Região Sul foi a única a registrar recuo mensal, de 0,1%.

Entre os estados, Mato Grosso lidera a produção nacional, com participação de 32,2% do total. Paraná aparece em segundo lugar, com 13,3%, seguido por Rio Grande do Sul (10,4%), Goiás (9,5%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, os seis estados respondem por 79,4% da produção estimada.

Na comparação com o mês anterior, Mato Grosso teve o maior aumento absoluto na estimativa de produção, com acréscimo de 930 mil toneladas. Também foram registrados avanços na Bahia (699,9 mil toneladas), no Pará (185 mil toneladas), em São Paulo (99,1 mil toneladas), no Tocantins (97,2 mil toneladas) e em Minas Gerais (38 mil toneladas).

Entre as variações negativas, Goiás registrou a maior queda, de 169,7 mil toneladas, seguido por Roraima, com recuo de 104 mil toneladas, Paraná (76,8 mil toneladas) e Rio Grande do Sul (56,9 mil toneladas). Também houve reduções em Rondônia, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte, Amapá e Espírito Santo.

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