CNBC

CNBCIA acelera e amplia ameaças cibernéticas, alerta Interpol

Economia Brasileira

Agronegócio ainda enfrenta recuperação lenta, mesmo com juros menores

Publicado 02/10/2026 • 07:00 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • Juros menores ainda não destravam a recuperação do agronegócio.
  • Dívidas e crédito restrito mantêm pressão sobre produtores e indústria.
  • Setor espera recuperação gradual, mas sem prazo definido.
Agronegócio

Foto: Magnific

Agronegócio ainda enfrenta recuperação lenta mesmo com juros menores

A queda dos juros e a melhora nas cotações agrícolas trouxeram sinais positivos para o agronegócio, mas a indústria de insumos ainda trabalha com alerta ligado. Executivos de empresas atuantes no Brasil avaliam que o setor precisa de mais tempo para recuperar o equilíbrio financeiro.

O alto endividamento de produtores e empresas, além da menor oferta de crédito, mantém a pressão sobre o mercado. Dessa forma, a redução dos juros ainda não se transformou em uma retomada forte das vendas.

Leia também: Fórum global do agronegócio reúne produtores, investidores e empresas na capital paulista

Crédito segue impactando

A Selic caiu de 15% ao ano no fim de 2025 para 13,75% em setembro. A soja também ganhou força e passou de cerca de R$ 130 para R$ 162 a saca no porto de Paranaguá, segundo a Pátria Agronegócios.

Ainda assim, os recursos privados liberados pelo Plano Safra ficaram 20% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. No mercado de capitais, as emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio caíram 50,4% no primeiro semestre, para R$ 7,1 bilhões.

Dívidas dificultam a recuperação

A situação financeira dos produtores ajuda a explicar a cautela das empresas. Executivos ouvidos pelo Estadão estimam que as dívidas acumuladas no campo equivalem a cerca de cinco vezes o lucro da atividade.

Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio chegaram a 474 no primeiro trimestre, alta de 21,9% em um ano, segundo a Serasa Experian. Além disso, o ajuste financeiro do setor pode levar de 24 a 36 meses.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Fabricantes sentem o efeito da crise

A dificuldade envolvendo o crédito já afeta as próprias fabricantes de insumos. Especialistas afirmam que o desempenho de crédito da empresa saiu dos padrões históricos.

Na avaliação dos executivos, a crise também mudou a maneira como as companhias administram estoques e capital. A indústria tenta se preparar para um período em que a recuperação pode acontecer de forma gradual, sem uma retomada imediata das vendas.

Leia também: Barreiras comerciais dificultam avanço do agro brasileiro no exterior, diz José Carlos Hausknecht, sócio em Agronegócios da EY Brasil

Recuperação segue indefinida

As perspectivas para o agronegócio dividem opiniões entre os executivos. Com isso, enquanto alguns enxergam a queda dos juros como o início de uma nova fase, outros alertam que depender apenas de um novo ciclo pode não resolver os problemas acumulados.

A combinação entre crédito restrito, endividamento elevado e mudanças no cenário internacional, com destaque para conflitos geopolíticos, mantém o setor do agronegócio em um período de alerta.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Economia Brasileira

Xbox encarece consoles em mais de US$ 100; veja o que muda no Brasil Conheça os 3 destinos de luxo que estão na mira dos milionários Qual cargo teve alta de US$ 810 mil no salário desde 2021 Aposentadoria milionária: Kevin O’Leary indica regra para investir Chris Evans vende mansão em Hollywood Hills por US$ 5,4 milhões Brasil surpreende e entra no top 10 dos países que mais avançaram em educação Anthropic exige US$ 25 milhões iniciais em investimento Quem é o dono do Bilibili, o “YouTube chinês” que chegou ao Brasil