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Exportações brasileiras de açúcar recuam em 2025, mas atingem segundo maior volume da história

Publicado 16/01/2026 • 08:25 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Exportações de açúcar do Brasil caem em 2025, mas registram segundo maior volume da história
  • Açúcar brasileiro mantém liderança global apesar da queda de preços e da receita
  • China lidera compras de açúcar do Brasil e amplia participação ao longo de 2025
Cana-de-açúcar

Cana-de-açúcar

Elza Fiúza/Agência Brasil

As exportações brasileiras de açúcar registraram leve avanço em dezembro de 2025, mas fecharam o ano com retração frente ao recorde de 2024.

Ainda assim, os embarques totalizaram 33,774 milhões de toneladas no acumulado do ano, configurando o segundo maior volume já registrado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Datagro

Leia também: IBGE: Safra 2025 é recorde para milho, soja e café canephora

Exportações de açúcar avançam em dezembro

Em dezembro de 2025, o Brasil exportou 2,912 milhões de toneladas de açúcar, crescimento de 2,9% em relação ao mesmo mês de 2024. O desempenho mensal ajudou a reduzir parcialmente a queda observada ao longo do ano, marcada por preços internacionais mais baixos e ajustes no ritmo de embarques após um ano recorde.

Apesar do avanço no mês, o volume ficou abaixo do pico observado em meses anteriores de safras mais intensas.

Fonte: Datagro

2025 tem segundo maior volume da história

No acumulado de janeiro a dezembro, as exportações brasileiras de açúcar somaram 33,774 milhões de toneladas. O volume ficou 11,7% abaixo do recorde de 38,237 milhões de toneladas registrado em 2024, mas ainda representa o segundo maior patamar histórico para o período.

Mesmo com a retração anual, o desempenho reforça a posição do Brasil como principal fornecedor global da commodity, sustentado por ganhos de competitividade e escala produtiva.

Infraestrutura e logística sustentam competitividade

Ao longo de 2025, investimentos em infraestrutura portuária e ganhos de eficiência logística ampliaram a capacidade de escoamento do açúcar brasileiro. Com isso, mercados importadores puderam operar com níveis mais baixos de estoques, apoiados na previsibilidade das entregas.

Esse movimento contribuiu para reduzir custos de armazenagem nos países compradores e reforçou o papel do Brasil como fornecedor de reposição rápida no mercado internacional.

Fonte: Datagro

Açúcar bruto recua, enquanto açúcar branco cresce

Em dezembro, os embarques de açúcar bruto alcançaram 2,469 milhões de toneladas, queda de 1,0% na comparação anual. Já as exportações de açúcar branco totalizaram 443 mil toneladas, alta expressiva de 31,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No acumulado de 2025, as exportações de açúcar bruto somaram 29,469 milhões de toneladas, recuo de 12,0%, enquanto o açúcar branco totalizou 4,305 milhões de toneladas, queda de 9,6% frente a 2024.

Preços pressionam receita do produto exportado

A combinação de preços internacionais mais baixos e variação cambial reduziu o valor médio do açúcar exportado pelo Brasil. Em dezembro, o preço médio foi de US$ 374,55 por tonelada, queda de 21,6% na comparação anual e o menor nível desde novembro de 2021.

Com isso, a receita com exportações de açúcar somou US$ 1,091 bilhão no mês, retração de 19,4% em relação a dezembro de 2024. No acumulado de 2025, a receita atingiu US$ 14,109 bilhões, queda de 24,2% frente ao ano anterior.

China lidera compras de açúcar brasileiro

A China manteve-se como principal destino do açúcar brasileiro em dezembro, com 385 mil toneladas embarcadas, o equivalente a 13,2% do total. Na sequência apareceram a Arábia Saudita, com 324 mil toneladas (11,1%), e a Argélia, com 228 mil toneladas (7,8%).

No acumulado do ano, a China também liderou as importações, com 4,739 milhões de toneladas, crescimento de 56,9% frente a 2024.

Mudança no perfil dos principais destinos

A Índia ocupou a segunda posição no ranking anual de destinos do açúcar brasileiro em 2025, com 2,628 milhões de toneladas, queda de 21,6% na comparação anual. A Argélia ficou em terceiro lugar, com 2,121 milhões de toneladas, recuo de 4,7% em um ano.

Ao longo do ano, também se destacou a demanda firme de países como Bangladesh, contribuindo para sustentar volumes elevados mesmo em um cenário de preços menos favoráveis.

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