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‘Tempestade perfeita’: CNA alerta para custos elevados e margens achatadas no campo com conflito no Oriente Médio
Publicado 12/03/2026 • 19:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/03/2026 • 19:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O governo federal anunciou a retirada de impostos federais sobre o diesel para mitigar os efeitos da crise logística e produtiva no campo. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Bruno Lucchi, diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), destacou que a medida é vital para o momento de colheita da soja e plantio do milho safrinha.
Lucchi afirmou que a entidade enviou um ofício ao Ministério da Fazenda solicitando o corte do PIS/COFINS e ressaltou a importância da ação: “Tivemos a boa notícia hoje de ter zerado essa alíquota. Isso é muito importante para conseguirmos reduzir ao máximo o valor do diesel, que já chegou a R$ 2 no bolso dos produtores“.
A preocupação central do setor recai sobre a dependência do Oriente Médio, especialmente para o fornecimento de fertilizantes nitrogenados. Cerca de 31% da ureia utilizada no país vem de nações como Irã, Omã e Qatar, regiões atualmente sob forte tensão geopolítica.
Segundo Lucchi, embora boa parte dos insumos para a safra atual já tenha sido comprada, o cenário para o ciclo 26/27 é de incerteza. O diretor pontuou: “O que a gente tem visto é que os preços aumentaram na casa de 30 a 35% desde o início do conflito. É um valor significativo em cima de uma base que já vinha alta“.
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Sobre a necessidade de o Brasil retomar a produção interna de fertilizantes via Petrobras, o especialista defendeu uma redução na vulnerabilidade externa. Ele argumentou que, embora o país tenha crescido na produção de grãos, a infraestrutura de insumos não acompanhou o ritmo, deixando o produtor exposto a conflitos internacionais.
Bruno Lucchi alertou para a gravidade do momento: “Dificilmente o produtor vai conseguir manter o mesmo pacote tecnológico. Ou ele vai ter que mudar para culturas com menor exigência, ou reduzir a área de plantio, o que reduz a produtividade.”
O diretor da CNA ainda comparou a crise atual com o período da guerra entre Rússia e Ucrânia, notando que, desta vez, o produtor não conta com o suporte de preços altos nas commodities para absorver os custos.
Ele descreveu a situação como um desafio sem precedentes para a rentabilidade do campo: “Nesse momento agora a gente diz que é a tempestade perfeita, onde o produtor está vindo de problemas climáticos, sem seguro rural, com preço das commodities baixas e custos elevados.”
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