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Alibaba, da China, proíbe IA da Anthropic para seus funcionários

Publicado 06/07/2026 • 21:45 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • A partir de sexta-feira (10), a Alibaba proibirá seus funcionários de usar as ferramentas de inteligência artificial da Anthropic.
  • A empresa chinesa incluiu o Claude Code da Anthropic em uma lista de softwares de alto risco.
  • Os termos de serviço da Anthropic não permitem que empresas chinesas e outras “nações adversárias” usem seus modelos.
Alibaba

A Alibaba proibirá seus funcionários de utilizarem as ferramentas de inteligência artificial da Anthropic para fins de trabalho a partir de 10 de julho, citando preocupações de que a empresa americana represente riscos de segurança por meio de possíveis “portas dos fundos” (backdoors), confirmou a CNBC nesta segunda-feira (6).

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a gigante chinesa do comércio eletrônico classificou o Claude Code, da Anthropic, como um software de alto risco.

A decisão ocorre após a Anthropic enviar, em junho, uma carta ao Comitê de Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos do Senado dos Estados Unidos, acusando a Alibaba de tentar extrair, de forma “descarada” e “ilícita”, suas capacidades de inteligência artificial. A empresa americana afirmou que a chinesa realizou o maior ataque de destilação (distillation attack) já registrado contra seus modelos de IA.

Os termos de serviço da Anthropic também determinam que empresas chinesas e organizações sediadas em outros países considerados “adversários” não podem utilizar seus modelos de IA.

Com a nova política, os funcionários da Alibaba deverão desinstalar todos os modelos e agentes da Anthropic e passar a utilizar exclusivamente o Qoder, assistente de IA desenvolvido pela própria companhia chinesa.

Tanto a Alibaba quanto a Anthropic se recusaram a comentar o caso.

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A proibição ocorre em meio a uma onda de críticas à Anthropic na internet chinesa. Publicações no Reddit e no GitHub alegaram que o Claude Code continha trechos ocultos de código capazes de identificar se um usuário estava localizado na China.

Na sexta-feira, o Financial Times informou que a Anthropic está fechando brechas que permitiam a empresas chinesas contornar as restrições e acessar o Claude por meio de terceiros países.

Segundo o jornal britânico, o grupo chinês de tecnologia financeira Ant Group teria disponibilizado contas corporativas do Claude a seus funcionários por meio da intranet da empresa, conectada à sua operação em Singapura.

A reportagem também afirma que a controladora do TikTok, ByteDance, não oferece acesso direto ao Claude, mas criou um programa de reembolso para que engenheiros possam pagar assinaturas pessoais da ferramenta. Esses profissionais acessariam o serviço por meio de redes privadas virtuais (VPNs).

O Ant Group e a ByteDance não comentaram as informações divulgadas pelo Financial Times.

De acordo com uma fonte ouvida pela CNBC, a política de reembolso da ByteDance, lançada em 2 de abril, tem como objetivo incentivar seus funcionários a experimentar diferentes produtos de inteligência artificial, ampliando seus conhecimentos e habilidades na área.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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