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Google perde última tentativa de anular multa de US$ 4,7 bilhões aplicada pela UE; entenda
Publicado 06/07/2026 • 21:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 06/07/2026 • 21:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
A Google sofreu uma derrota definitiva na Justiça da União Europeia na última quinta-feira (2), ao ter rejeitado seu último recurso contra uma multa de bilhões de euros, equivalente a cerca de US$ 4,7 bilhões.
A decisão encerra uma disputa judicial iniciada há oito anos e mantém a punição aplicada por autoridades europeias, que acusam a empresa de adotar práticas anticoncorrenciais relacionadas ao sistema operacional Android.
O Tribunal de Justiça da União Europeia confirmou a validade da multa aplicada pela Comissão Europeia em 2018, de acordo com o The New York Post.
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Com isso, chega ao fim a tentativa da Alphabet, controladora do Google, de reverter uma das maiores sanções já impostas pelo bloco contra uma empresa de tecnologia.
Segundo o entendimento das autoridades europeias, o Google utilizou sua posição dominante no mercado de smartphones para fortalecer seus próprios serviços.
A principal crítica envolve acordos que favoreciam a instalação do Google Search e do navegador Chrome como opções padrão em aparelhos com Android.
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A decisão é definitiva e não cabe mais recurso, encerrando um longo processo que marcou a atuação dos órgãos antitruste da União Europeia contra as grandes empresas de tecnologia.
O caso teve origem após a Comissão Europeia concluir que o Google criou condições que dificultavam a concorrência de outros mecanismos de busca e navegadores para dispositivos móveis.
Na avaliação dos reguladores, fabricantes que desejavam oferecer determinados serviços do Google acabavam sendo incentivados a pré-instalar também outros aplicativos da empresa, ampliando ainda mais sua presença no sistema Android.
Inicialmente, a multa foi fixada em € 4,34 bilhões. Posteriormente, o valor foi reduzido para € 4,1 bilhões, mas a punição permaneceu válida.
Leia também: Google perde recurso contra multa recorde de US$ 4,7 bilhões da UE por prática antitruste
Ao longo do processo, o Google argumentou que o Android ampliou a concorrência no mercado de dispositivos móveis ao oferecer uma plataforma aberta e gratuita para fabricantes e desenvolvedores.
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Siga o Times | CNBCA empresa também destacou que, após a decisão original de 2018, alterou seus contratos para atender às exigências impostas pelas autoridades europeias.
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Entre as mudanças, passou a permitir que usuários escolhessem diferentes mecanismos de busca e navegadores durante a configuração inicial dos aparelhos Android.
Mesmo assim, a Justiça europeia concluiu que as alterações posteriores não invalidavam as práticas consideradas anticoncorrenciais no período analisado.
A derrota representa mais um capítulo da política adotada pela União Europeia para aumentar a fiscalização sobre as chamadas big techs.
Nos últimos anos, o Google tem sido alvo de diferentes investigações relacionadas à concorrência. Além da disputa envolvendo o Android, a empresa também enfrentou processos ligados ao mercado de publicidade digital e à forma como promove seus próprios serviços.
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As ações fazem parte de uma estratégia mais ampla das autoridades europeias para limitar práticas que possam reduzir a concorrência em mercados dominados por grandes plataformas digitais.
As medidas adotadas pela União Europeia têm provocado reações do governo dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump voltou a criticar iniciativas europeias voltadas à regulamentação e tributação das empresas americanas de tecnologia.
Entre os pontos de maior tensão está o imposto sobre serviços digitais adotado por alguns países europeus. Trump afirmou que poderá responder com medidas comerciais contra países que mantenham esse tipo de cobrança sobre companhias dos Estados Unidos.
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Além da França, nações como Reino Unido, Espanha, Itália, Áustria e Dinamarca também adotaram mecanismos de tributação voltados às receitas obtidas por grandes plataformas digitais, como a Google.
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