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Amazon amplia entregas por drones e mira 1 milhão de pedidos em 2026

Publicado 19/08/2026 • 13:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Amazon planeja oferecer entregas por drones em quase 500 cidades e municípios dos Estados Unidos neste ano.
  • A empresa expandiu discretamente sua operação para mais regiões metropolitanas nos últimos meses, após receber uma autorização regulatória importante que permite entregas de maior alcance.
  • David Carbon, responsável pelo Prime Air, disse a funcionários em março que a empresa fará 1 milhão de entregas por drones neste ano.
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Foto: Unsplash

A Amazon que planeja oferecer entregas por drones em quase 500 cidades e municípios dos Estados Unidos até o fim do ano.

A Amazon informou nesta quarta-feira (19) que planeja oferecer entregas por drones em quase 500 cidades e municípios dos Estados Unidos até o fim do ano, sinalizando avanço em um projeto que se desenvolveu lentamente desde que o fundador Jeff Bezos apresentou pela primeira vez sua visão para o serviço, há quase 13 anos.

A expansão planejada do Prime Air representaria um aumento de seis vezes em relação à atual área de cobertura, segundo a empresa em uma publicação em seu blog.

A atualização mais recente da Amazon ocorre cinco meses depois de David Carbon, vice-presidente do Prime Air, falar com confiança sobre o programa e apresentar planos ambiciosos de crescimento durante uma reunião interna com funcionários, segundo uma gravação obtida pela CNBC.

Na ocasião, Carbon projetou que o Prime Air faria 1 milhão de entregas neste ano e afirmou que a Amazon possui o “serviço de entrega por drones com maior demanda do setor”. A empresa informou nesta quarta-feira que já realizou centenas de milhares de entregas por drones neste ano e atualmente faz milhares delas por dia.

Bezos, que deixou o cargo de CEO há cinco anos, prometeu, em 2013, construir uma rede de drones capaz de entregar pequenas encomendas em 30 minutos ou menos. Desde então, o programa enfrentou atrasos regulatórios, cortes de pessoal, além de desafios técnicos e resistência de algumas comunidades onde foram realizados os primeiros testes.

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Em 2024, a Amazon recebeu uma autorização regulatória importante para realizar entregas por drones de longo alcance. Ao longo do último ano, a empresa expandiu sua operação para além dos mercados iniciais próximos a Dallas e Phoenix e chegou a 11 regiões metropolitanas, com outras seis localidades prestes a entrar em operação.

Moradores de alguns desses mercados continuam manifestando preocupações com o barulho dos drones, privacidade e possíveis impactos sobre o valor dos imóveis.

A Amazon espera transformar a entrega por drones de um conceito futurista em uma parte importante de sua estratégia de entregas rápidas. Depois de acostumar os consumidores às entregas gratuitas em dois dias, a empresa passou a oferecer entregas em um dia e, cada vez mais, no mesmo dia, enquanto testa modelos ultrarrápidos em diferentes regiões dos EUA por meio do Amazon Now.

A maioria das encomendas do Prime Air chega em cerca de 60 minutos, mas a empresa afirma que já realizou algumas entregas por drones apenas alguns minutos após a finalização da compra.

“Os clientes continuam exigindo prazos de entrega mais rápidos”, disse Carbon aos funcionários em março. “O ponto principal é que ainda não atingimos retornos decrescentes quando se trata da velocidade com que entregamos aos nossos clientes.”

O mercado ainda é incipiente, mas a Amazon enfrenta concorrência. A Wing, da Alphabet, ultrapassou 1 milhão de entregas comerciais por drones no início deste ano e opera em 20 mercados nos EUA por meio de parceiros como Walmart e DoorDash. A startup de entregas por drones Zipline opera em quatro continentes e já realizou 2 milhões de entregas.

“Uma opção de entrega mais suave”

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Os drones da Amazon são capazes de transportar encomendas de até 5 libras, cerca de 2,3 quilos, em um raio de até 7,5 milhas, aproximadamente 12 quilômetros, de suas instalações.

Recentemente, a empresa ampliou o número de produtos elegíveis para entrega por drones ao integrar suas operações a alguns centros de triagem robotizados, que são maiores e armazenam mais produtos do que os centros de entrega no mesmo dia onde os drones tradicionalmente ficavam.

O Prime Air também está testando um novo mecanismo de entrega que pode permitir o transporte de uma variedade maior de produtos, incluindo itens frágeis, como caixas de ovos, e outros produtos perecíveis, segundo Carbon.

A empresa está testando com alguns clientes uma “opção de entrega mais suave”, que utiliza uma corda retrátil para baixar as encomendas até o chão, afirmou Carbon. O método atual consiste em liberar os pacotes de uma altura de cerca de 13 pés, aproximadamente 4 metros. A Wing e a Zipline também utilizam sistemas de entrega com cordas.

Na reunião de março, Carbon também abordou um incidente ocorrido em outubro, quando dois drones da Amazon colidiram com um guindaste em Tolleson, no Arizona.

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As colisões provocaram uma investigação, que continua em andamento pelo National Transportation Safety Board (NTSB), segundo informações no site da agência, além de uma apuração da Federal Aviation Administration (FAA).

“Na época, estávamos detectando esses guindastes acima do padrão do setor. Treinamos nossos algoritmos e achávamos que estávamos em uma situação bastante confortável, mas descobrimos, no mundo real, que o desempenho simplesmente não era bom o suficiente. E, deixe-me dizer, foi uma experiência de muita humildade”, afirmou Carbon.

A empresa enfrenta outra investigação da FAA depois que um de seus drones, em novembro, rompeu um cabo de internet ao subir do quintal de um cliente em Waco, no Texas.

Os desafios não estão restritos aos Estados Unidos. A Air Accidents Investigation Branch, órgão britânico responsável por investigar acidentes aéreos, abriu uma investigação no mês passado depois que um drone do Prime Air caiu em um jardim em Darlington, na Inglaterra.

A empresa disse à BBC que acreditava que um de seus drones havia entrado em contato com um objeto que se projetava acima do teto de um veículo em movimento.

A Amazon, que realiza entregas por drones em Darlington desde fevereiro, afirmou que o equipamento funcionou conforme projetado e fez um pouso seguro. Não houve registro de feridos.

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