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Aquisição da Warner: como está a disputa entre Paramount e Netflix?
Publicado 19/12/2025 • 09:03 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/12/2025 • 09:03 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação/Warner Bros Discovery
como está a disputa entre Paramount e Netflix?
O conselho de administração da Warner Bros. Discovery rejeitou na última quarta-feira (17), a proposta de aquisição apresentada pela Paramount Skydance e recomendou aos acionistas que considerem a oferta da Netflix, classificada como superior.
A decisão enfraquece a investida hostil da Paramount e consolida, ao menos por ora, o caminho para a fusão da companhia com a gigante do streaming, a Netflix, segundo reportagem já publicada no Times Brasil -Licenciado Exclusivo CNBC.
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A avaliação do conselho foi baseada no entendimento de que a proposta da Netflix oferece melhores condições econômicas, estratégicas e de execução.
Com isso, a Warner sinaliza ao mercado que a alternativa defendida atende de forma mais consistente ao interesse da companhia e de seus acionistas, além de reduzir incertezas regulatórias e de governança.
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A rejeição pública também funciona como um recado claro, a tentativa da Paramount de assumir o controle da empresa, feita diretamente aos acionistas e sem aval da administração, não encontrou respaldo interno suficiente para avançar neste momento.
A movimentação ganhou força no início de dezembro, quando a Netflix anunciou um acordo para comprar a HBO Max e o estúdio Warner Bros. por US$ 72 bilhões.
Poucos dias depois, a Paramount reagiu com uma oferta considerada hostil, estimada em US$ 108 bilhões, cerca de 50% acima do valor apresentado pela rival.
O pacote da Paramount incluía não apenas o estúdio e o streaming, mas também os canais de TV da Warner, como HBO, TNT, CNN e Cartoon Network. Mesmo com o valor mais elevado, a proposta não teve apoio do conselho.
O CEO da Paramount, David Ellison, afirmou que a oferta pública apresentada aos acionistas mantém os mesmos termos da proposta previamente levada ao conselho da Warner.
A estratégia, no entanto, esbarrou na recomendação formal da administração, fator que costuma pesar na decisão dos investidores em disputas desse tipo.
Em conferência realizada em Nova York, o CEO da Netflix, Ted Sarandos, demonstrou tranquilidade diante da ofensiva da concorrente. Segundo ele, o movimento da Paramount não causou surpresa e não altera a confiança da empresa na conclusão do negócio.
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Sarandos reforçou que o acordo firmado é positivo em várias frentes e que a companhia segue trabalhando para cumprir as etapas necessárias até o fechamento da operação.
Há ainda um fator que pesa contra mudanças bruscas de rota, a Warner já reconheceu que, se abandonar o acordo com a Netflix para fechar com outro interessado, terá de pagar uma multa de US$ 2,8 bilhões à plataforma de streaming.
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No pacote apresentado, a Netflix propôs adquirir os estúdios e o braço de streaming da companhia por US$ 82,7 bilhões em valor de mercado e US$ 72 bilhões em valor patrimonial, além do pagamento de US$ 23,25 por ação.
Do ponto de vista jurídico, a disputa ainda não está completamente encerrada, segundo o advogado em entrevista para Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Júlio Caires, especialista em direito empresarial, a Paramount pode apresentar uma nova oferta, desde que traga condições substancialmente diferentes e mais atrativas, como aumento de preço ou mudanças relevantes na estrutura da operação.
Na prática, porém, a rejeição pública enfraquece a posição da empresa. Para voltar ao jogo de forma competitiva, seria necessário demonstrar clara superioridade em relação à proposta atual da Netflix, evitando a percepção de insistência oportunista.
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A recomendação do conselho não elimina o poder de decisão dos acionistas, caso a negociação com a Netflix avance, a proposta ainda deverá ser submetida à assembleia, onde poderá ser aprovada ou rejeitada.
Também permanece aberta a possibilidade de questionamentos judiciais, caso surjam dúvidas sobre o processo ou falhas de governança.
No cenário atual, a Netflix aparece como favorita na disputa, com apoio do conselho e negociações em estágio mais avançado.
A Paramount, embora ainda possa reagir, enfrenta maior resistência e custos crescentes para manter a ofensiva. O desfecho tende a depender da capacidade de uma eventual nova proposta para Warner alterar de forma significativa o equilíbrio econômico e estratégico do negócio.
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