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Netflix mantém interesse na Warner Bros e diz que cenário não mudou; entenda o que está em jogo
Publicado 15/12/2025 • 16:16 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 15/12/2025 • 16:16 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração.
A Netflix afirmou nesta segunda-feira (15), que mantém inalterada sua decisão de avançar no acordo para adquirir ativos da Warner Bros. Discovery, mesmo diante do aumento das incertezas regulatórias e da entrada de uma oferta hostil da Paramount Skydance.
A posição foi comunicada pelos co-CEOs Greg Peters e Ted Sarandos em carta enviada aos funcionários, na qual a empresa sustenta que a operação é estratégica para fortalecer sua capacidade de competir no mercado global de entretenimento digital, segundo uma reportagem da Reuters.
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A manifestação ocorre dias após a Netflix ter vencido a votação interna da Warner Bros. Discovery, assegurando um acordo avaliado em US$ 72 bilhões envolvendo estúdios de televisão, cinema e ativos de streaming.
O movimento antecedeu uma proposta mais agressiva da Paramount Skydance, que apresentou uma oferta de US$ 108,4 bilhões pela totalidade da empresa rival.
Segundo a carta, a tentativa da Paramount era esperada e não altera os planos da Netflix. A empresa reforça que o negócio segue sendo tratado como prioridade estratégica.
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Um dos pontos centrais do posicionamento da Netflix é o compromisso com o lançamento de filmes da Warner Bros. nas salas de cinema.
“Não priorizamos o lançamento em cinemas no passado porque esse não era o nosso negócio na Netflix. Quando este acordo for concluído, estaremos nesse negócio.”
A empresa reconhece que, até aqui, o circuito cinematográfico não era parte central de seu modelo de negócios, mas afirma que isso muda com a conclusão do acordo.
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Siga o Times | CNBCA exibição nos cinemas é considerada um elemento essencial do legado e da sustentabilidade financeira dos estúdios da Warner, e passará a integrar a estratégia da plataforma.
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Mesmo com o aumento do escrutínio regulatório nos Estados Unidos, a Netflix diz estar confiante de que obterá as autorizações necessárias.
O principal argumento apresentado é o de que a operação é fundamental para enfrentar a concentração de audiência e receita em grandes plataformas digitais, especialmente o YouTube.
Na avaliação da empresa, mesmo após a fusão, sua participação no mercado americano subiria apenas de 8% para 9%, percentual ainda inferior ao do YouTube, estimado em 13%, e ao de uma eventual fusão entre Paramount e Warner Bros., que poderia chegar a 14%.
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Especialistas em direito concorrencial, no entanto, apontam que reguladores podem não considerar Netflix e YouTube concorrentes diretos, dada a diferença entre tipos de conteúdo, públicos e modelos de negócios.
A Paramount, declarou que, caso avance em sua própria proposta, não pretende reduzir investimentos em conteúdo e planeja manter suas unidades de estúdio operando de forma separada.
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Por sua vez, a Netflix também buscou tranquilizar funcionários e o mercado ao afirmar que o acordo não prevê o fechamento de estúdios nem cortes automáticos de empregos, em meio a preocupações sobre o impacto da inteligência artificial na indústria audiovisual.
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