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Boeing dá sinais de recuperação com backlog recorde, mas trimestre ainda teve prejuízo devido a custos com o Air Force One; ação sobe 2%
Publicado 28/07/2026 • 08:53 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 28/07/2026 • 08:53 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Divulgação
A Boeing segue dando sinais de recuperação financeira. A fabricante de aviões reportou nesta terça-feira (28) um faturamento de US$ 24,6 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 8% sobre o mesmo período do ano passado. A companhia informou que o resultado veio acima da expectativa de analistas consultados pela LSEG, que projetavam US$ 24,25 bilhões.
O mercado reagiu bem, e por volta das 8h50 (em Brasília), a ação da companhia avançava quase 2% no pré-market da bolsa de Nova York, a US$ 214.
Ainda assim, o prejuízo por ação ajustado ficou em 76 centavos, bem acima dos 30 centavos previstos pelo mercado.
A Boeing atribuiu parte do resultado negativo a um custo extra de US$ 280 milhões no programa de dois jatos 747 que servirão como o novo Air Force One.
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Segundo a Boeing, as entregas de aviões comerciais somaram 171 unidades no trimestre, aumento de 14% em relação às 150 entregas do mesmo período de 2025.
A companhia informou que vem elevando a produção do 737 Max para 47 unidades por mês, com nova alta prevista.
🔍 backlog: carteira de pedidos ainda não entregues, que funciona como indicador de demanda futura de uma empresa.
Além disso, a divisão de aviões comerciais fechou 246 pedidos líquidos no trimestre, incluindo contratos com Korean Air, Delta Air Lines e SMBC Capital, de acordo com a companhia.
Conforme os números divulgados pela fabricante, o fluxo de caixa operacional somou US$ 1,4 bilhão no trimestre, ante US$ 227 milhões um ano antes. Já o fluxo de caixa livre ficou positivo em US$ 631 milhões, resultado bem acima da queima de caixa de US$ 177 milhões que analistas esperavam.
🔍 fluxo de caixa livre: dinheiro que sobra das operações da empresa depois de descontados os investimentos em equipamentos e infraestrutura.
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Siga o Times | CNBCNo mesmo período do ano passado, a companhia havia queimado US$ 200 milhões em caixa. A Boeing informou ainda manter US$ 20 bilhões em caixa e aplicações financeiras, além de linhas de crédito de US$ 10 bilhões ainda não utilizadas.
De acordo com a companhia, o backlog total encerrou o trimestre em US$ 715 bilhões, o maior valor da história da Boeing, com mais de 6,2 mil aviões comerciais aguardando entrega. A carteira da divisão de aviões comerciais isolada somou US$ 597 bilhões.
Para o CEO Kelly Ortberg, a estabilidade operacional da companhia vem se consolidando. “Nossas operações estão mais estáveis e os principais programas de certificação seguem dentro do planejado”, disse o executivo em nota aos funcionários.
Apesar do avanço operacional, a Boeing registrou prejuízo líquido de US$ 428 milhões no trimestre, equivalente a 67 centavos por ação. O valor é menor que o prejuízo de US$ 612 milhões, ou 92 centavos por ação, reportado um ano antes.
A companhia informou que o resultado ajustado (não GAAP) ficou negativo em 76 centavos por ação, número que ficou aquém da previsão de analistas e pesou sobre a leitura do mercado a respeito do trimestre.
Na divisão de defesa, espaço e segurança, a Boeing reportou receita de US$ 7,5 bilhões, alta de 13%, mas com prejuízo operacional de US$ 15 milhões. Segundo a companhia, o resultado reflete os US$ 280 milhões em perdas no programa VC-25B, como é chamado internamente o projeto do novo Air Force One.
A Boeing afirmou ainda esperar a primeira entrega dos jatos presidenciais em 2028. No mesmo trimestre, a divisão recebeu um contrato da Força Espacial dos Estados Unidos e avançou em programas como o MQ-25A Stingray, da Marinha americana, e o T-7A Red Hawk, da Força Aérea.
Após a divulgação do balanço, as ações da Boeing (BA) subiam 1,60%, cotadas a mais de US$ 3,38 acima do fechamento anterior. Executivos da companhia participam nesta terça-feira (28) de teleconferência com analistas, às 10h30 no horário de Nova York, quando devem ser questionados sobre a certificação dos modelos 737 Max 10 e 777X.
Segundo a Boeing, a certificação do 737 Max 7 e do 737 Max 10 já concluiu os testes em voo, com previsão de certificação ainda em 2026 e primeira entrega em 2027. Já o 777X recebeu aprovação da FAA para iniciar testes de certificação em voo.
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