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EXCLUSIVO: Brasil lidera ansiedade por falta de internet em viagens ao exterior, e 90% associam conexão à segurança, diz estudo
Publicado 26/09/2026 • 15:30 | Atualizado há 36 minutos
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Publicado 26/09/2026 • 15:30 | Atualizado há 36 minutos
KEY POINTS
Pixabay
O Brasil registra o maior nível de ansiedade por falta de internet durante viagens internacionais entre os nove mercados analisados pelo estudo “Safe When Travel”, encomendado pela Airalo e conduzido pela YouGov. Os viajantes brasileiros deram nota média de 8,22, numa escala até 10, à ansiedade que sentem quando precisam do celular e estão sem conexão.
Na sequência do ranking aparecem México (7,22), Itália (6,69) e Estados Unidos (6,44). A pesquisa também aponta que 90% dos brasileiros consideram a conexão móvel necessária para se manterem seguros durante uma viagem ao exterior, percentual acima da média global de 80%.
No Brasil, o levantamento ouviu 502 pessoas que viajaram para fora do país nos últimos dois anos. As entrevistas foram feitas pela internet entre 5 e 24 de agosto de 2026. A Airlalo é uma empresa provedora de eSIMs para viajantes internacionais.

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Além da ansiedade, o estudo associa a ausência de conexão a episódios concretos durante a viagem. Do total de entrevistados no país, 52% afirmam ter permanecido em uma situação desconfortável ou insegura por mais tempo do que gostariam porque não conseguiram carregar um mapa ou solicitar um transporte.
Dentro desse grupo, 33% passaram pela situação uma ou duas vezes, enquanto 19% dizem que isso aconteceu várias vezes. O Brasil aparece entre os mercados com maior incidência desse tipo de ocorrência, seguido pelo México, com 49%, de acordo com a Airalo.
Ainda conforme a pesquisa, brasileiros e mexicanos dão mais importância à conectividade em situações ligadas à segurança, como navegação, comunicação, acesso a transporte e tomada de decisões em tempo real.
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Siga o Times | CNBC| Indicador | Brasil | Comparação |
|---|---|---|
| Consideram a conexão móvel necessária para a segurança na viagem | 90% | 80% (média global) |
| Dizem que conexão estável dá mais liberdade para sair dos roteiros tradicionais | 90% | n.d. |
| Visitariam destino que evitariam por segurança se tivessem internet garantida | 81% | n.d. |
| Já usaram ferramentas de segurança que exigem conexão constante | 60% | n.d. |
| Mulheres que já usaram essas ferramentas | 63% | n.d. |
| Pessoas LGBTQIA+ que já usaram essas ferramentas | 68% | n.d. |
| Já ficaram em situação desconfortável ou insegura por falta de conexão | 52% | 49% (México) |
| Passaram por isso uma ou duas vezes | 33% | n.d. |
| Passaram por isso várias vezes | 19% | n.d. |
Por outro ângulo, o estudo mede o efeito da conexão sobre a disposição para explorar. No Brasil, 90% dos viajantes afirmam que uma conexão estável lhes dá maior sensação de liberdade para ir além dos roteiros turísticos tradicionais.
Da mesma forma, 81% dos brasileiros dizem que o acesso garantido à internet aumentaria a probabilidade de visitarem um destino que, de outra forma, evitariam por questões de segurança. Brasil e México são os mercados em que esse efeito aparece com mais intensidade, segundo o levantamento.
Entre os brasileiros que viajam sozinhos, as medidas mais citadas incluem acessar mapas e aplicativos de viagem, usar ferramentas de tradução e atualizar familiares ou amigos sobre a própria localização. O compartilhamento da localização em tempo real se destaca no país na comparação com os demais mercados, aponta o estudo.
No mesmo sentido, 60% dos viajantes brasileiros afirmam já ter usado ferramentas que exigem conexão constante, como o compartilhamento de localização. O percentual chega a 63% entre as mulheres e a 68% entre pessoas LGBTQIA+.
“Os dados mostram que a conectividade passou a ocupar um papel que vai além da conveniência durante uma viagem. Para muitos brasileiros, estar conectado significa ter acesso às ferramentas e informações que ajudam a navegar por um lugar desconhecido, tomar decisões e manter contato com outras pessoas. Essa relação entre conectividade, confiança e liberdade para explorar é um dos comportamentos mais interessantes que identificamos no estudo”, afirma Carlos Torres, diretor de crescimento (Growth Director) da Airalo.
Além do Brasil, o estudo entrevistou viajantes internacionais dos Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Reino Unido, Itália, França, Austrália e México. No recorte brasileiro, a amostra é representativa por gênero, idade e região, conforme a Airalo.
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