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Banco Master: defesa nega “ataques digitais” ao Banco Central  e diz que Vorcaro é alvo de difamação

Publicado 09/01/2026 • 12:47 | Atualizado há 8 horas

KEY POINTS

  • PF investiga possível campanha digital coordenada envolvendo influenciadores, enquanto defesa de Vorcaro nega qualquer participação e afirma colaboração com o STF.

A defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, negou ao Supremo Tribunal Federal (STF) qualquer participação em uma campanha coordenada de ataques digitais direcionados ao Banco Central do Brasil e a investigadores envolvidos no caso da instituição financeira.

A manifestação foi apresentada ao ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que apura a tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Segundo os advogados, Vorcaro “nega de forma categórica qualquer envolvimento ou conhecimento” sobre ações de difamação ou disseminação de notícias falsas contra a autoridade monetária.

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No documento, a defesa afirma ainda que o empresário vem cumprindo todas as medidas cautelares impostas pelo STF e colaborando com as investigações, inclusive prestando depoimento e participando de acareações realizadas no fim de dezembro de 2025.  A defesa destaca ainda que Vorcaro respondeu a todas as indagações formuladas durante oitiva realizadas na Suprema Corte.

No mesmo pedido, a defesa sustenta que Vorcaro também é alvo de um ataque reputacional e solicita a abertura de investigação específica para apurar vazamentos de informações e a divulgação de conteúdos que classifica como falsos envolvendo o inquérito e seus participantes. O objetivo, segundo os advogados, é afastar qualquer associação entre o empresário e práticas que possam configurar crimes contra a honra ou ataques a instituições regulatórias.

No campo investigativo, a Polícia Federal iniciou nesta semana uma apuração preliminar sobre a atuação de 46 perfis em redes sociais que teriam promovido ataques simultâneos ao Banco Central e a agentes públicos ligados ao caso. Caso sejam identificados indícios de irregularidades, a PF pode instaurar um inquérito formal.

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Segundo investigações, influenciadores teriam sido contratados com valores que chegavam a até R$ 2 milhões para publicar críticas ao Banco Central e conteúdos favoráveis a Daniel Vorcaro em suas redes sociais, como parte de uma estratégia de amplificação de narrativas positivas em meio ao avanço das investigações.

Esse movimento digital vinha sendo monitorado desde a fase de análise regulatória da operação envolvendo o Master e o BRB, mas se intensificou recentemente, em meio à disputa jurídica no STF e no Tribunal de Contas da União (TCU). Influenciadores passaram a divulgar conteúdos críticos à decisão do Banco Central de liquidar o banco, adotada em novembro, com informações consideradas enviesadas por técnicos e integrantes do mercado.

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Reportagens indicam que a mobilização teria envolvido contratos com cláusulas de confidencialidade que somariam cerca de R$ 800 mil, em uma iniciativa denominada “projeto DV” — referência que coincide com as iniciais de Daniel Vorcaro.

A ofensiva digital sob investigação também teria mirado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, seus familiares, o diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino Santos, além de banqueiros e entidades do setor financeiro que reagiram com notas públicas em defesa da decisão técnica do regulador.

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