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BR Partners lucra R$ 44,5 milhões no 4º trimestre e vê retomada de fusões e aquisições em 2026
Publicado 05/02/2026 • 19:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 05/02/2026 • 19:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Divulgação/BR Partners
O BR Partners (BRBI11), que nesta quinta-feira (5), anunciou resultados trimestrais, espera que o primeiro semestre de 2026 seja mais forte em fusões e aquisições (M&A), influenciado por fatores como a valorização do Ibovespa e o forte fluxo estrangeiro para o mercado local nas últimas semanas. No ano passado, as operações tiveram queda no banco, e as receitas da atividade de banco de investimento e mercado de capitais somaram R$ 304 milhões, recuo de 13,8%.
O diretor de Relações com Investidores e Assuntos Institucionais do BR Partners, Vinicius Carmona, conta que a partir do quarto trimestre o movimento de M&A já começou a melhorar, sinalizando um primeiro semestre positivo. O pipeline ganhou corpo e, mais importante, com operações que efetivamente viraram negócios. Ao longo de 2025, muitos negócios apareceram, mas acabaram morrendo antes de se concretizarem.
“Vimos a atividade de banco de investimento em patamares muito inferiores a de outros anos, influenciado por M&A”, disse Carmona. “Claramente temos uma janela mais propensa agora, com o fluxo estrangeiro voltando, os ativos melhor precificados em bolsas, juros com tendência de queda.”
Outro fator que ajuda nas M&A é que muitas companhias se ajustaram financeiramente nos últimos anos, melhorando seus balanços, alongando dívidas, o que ajuda para bancar aquisições. “Está tudo se alinhando para ter retomada de M&A e nossa expectativa é para um ciclo um pouco mais duradouro de operações.”
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O banco de investimento BR Partners teve lucro líquido de R$ 44,5 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 5,7% ante igual período de 2024. No ano, o ganho foi de R$ 175,1 milhões, recuo de 9,6%. O retorno patrimonial (ROE) fechou dezembro em 22,4%, de 20,4% há um ano.
As receitas totais do BR Partners somaram R$ 131,3 milhões no quarto trimestre, recuo anual de 8,7%. A queda foi puxada pelo recuo das operações de tesouraria, com receitas 45% menores no quarto trimestre na comparação anual, segundo Carmona, por conta da forte competição no segmento.
A operação de banco de investimento ficou estável no quarto trimestre, enquanto a de gestão de patrimônio avançou 32%. Em renda fixa, o BR Partners assessorou operações de dívida que somaram R$ 10 bilhões em 2025. Já o índice de Basileia, que mede a capitalização, fechou em 22%, bem acima do mínimo exigido pelo Banco Central, de 11%.
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